quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Técnica no canyoning

O canyoning é uma modalidade desportiva praticada em espaços naturais, frequentemente de difícil acesso e progressão.
Desenrola-se num ambiente misto: montanha e água, e requer conhecimentos técnicos associados à progressão com recurso a manobras de cordas, caminhada, escalada e progressão no meio aquático incluindo águas bravas.

Comunicação em Canyoning

Devido aos obstáculos e ao ruído provocado pela água a comunicação oral por vezes é difícil, pelo que é necessário recorrer-se a outras formas de comunicação mais simples, das quais se destacam:
1. Comunicação com sinais sonoros (recorrendo a um apito)
2. Linguagem gestual apresenta grande importância no canyoning

Para além destes tipos de comunicação é aconselhável levar um telemóvel resguardado no tanque estanque, que pode ser bastante útil em caso de acidente. Mesmo que no canhão não exista rede, pode facilitar a comunicação em partes mais altas.
Em determinados locais pode igualmente ser útil recorrer-se a rádios transportados em sacos estanques.
1 – Os sinais sonoros embora limitados, são a comunicação mais utilizada em canyoning sempre que a comunicação normal é difícil. Em relação à comunicação com gestos, apresenta a vantagem de poder ser utilizada mesmo que não haja contacto visual entre as pessoas.

Desta forma um apito é um instrumento indispensável que todos os praticantes de canyoning devem levar em local acessível. Para além dos sinais convencionais em baixo apresentados, os praticantes podem combinar outras combinações para aumentar o expectro da linguagem.

Um apito = Stop, fim da manobra, parar de dar corda;
Dois apitos = Livre, corda livre para outra pessoa começar a fazer rapel;
Três apitos = Dar corda, corda curta ou dar corda porque companheiro está bloqueador;
Sequência de 3 apitos curtos + 3 longos + 3 curtos = Help, Necessito de ajuda, perigo (código morse).
Por: Inês Silva

Equipamento no canyoning


O material a levar varia consoante as características do canyoning, por vezes quase não é necessário equipamento específico, mas é bom estar prevenido, pois pode até ser necessário efectuar um resgate.
Deve fazer-se uma verificação do equipamento antes de sair de casa e no acesso ao rio. Ao arrumar o equipamento é conveniente recorrer a uma lista de equipamento.

Equipamento Individual:


 Fato de neoprene
 Botas
 Arnês
 Descensor oito
 Capacete
 Saco canyoning ou mochila
 Fita dupla de auto-segurança (longe)
 Pedaço de corda para Valdostano
 Diversos mosquetões
 Cordeleta e um bloqueador
 Bidão estanque
 Apito
 Canivete/faca
 Cobertura de sobrevivência e frontal
 Cantil e alimentação


Equipamento Colectivo:


 Corda para rappel (2 x tamanho do maior rappel)
 Corda de resgate (no mínimo igual ao maior rappel)
 Arnês
 Material de equipamento (martelo, pernes, entaladores e pitões)
 Fitas, cordeletas e mosquetões
 Maillons Rapides
 Equipamento para resgate expedito
 Kit de primeiros socorros


Outros
Quanto à logística, á segurança e ao transporte do material devem ser considerados os seguintes aspectos:
Cada praticante deve levar um saco, de forma a se poder distribuir o equipamento por todos os elementos da equipa.
O saco que transporta a corda principal deve levar um bidon (com, por exemplo, a máquina fotográfica) de forma a aumentar a sua flutuação.
Colocar num bidon que não se deve abrir durante a actividade, o vestuário seco, documentos, chaves do carro e, eventualmente, um telemóvel.
Ter uma chave suplementar do carro com outra pessoa.
Cada pessoa que utiliza óculos ou lentes deve levar uns suplentes.
http://desnivel.pt/

Por: Inês Silva

Glossário do canyoning


Barranco - Sulco ramificado escavado nas encostas que impede a formação de cobertura vegetal. Devem-se à intensa erosão provocada pela água da chuva, especialmente nas áreas mediterrâneas. (in Dicionário de Geografia, Edições Sílabo).

Bloqueio do oito - Técnica para bloquear o descensor em oito durante o Rappel.

Canyoning(Canionismo!) - Descida de rios encaixados ou com forte desnível com recurso a caminhada, rappel ou outras técnicas para transposição de obstáculos. Canyoning (ing. UK); Canyonisme ou descentes de canyons (fr.); Barranquismo ou descenso de cañones ou de barrancos (esp.).

Canhão/Canyon - Vale muito encaixado (in Dicionário de Geografia, Edições Sílabo). Vale estreito e profundo de paredes quase verticais (in Enciclopédia Geográfica das Selecções do Reader’s Digest, 1988). Outros termos para designar vales ou linhas de água encaixadas: vale profundo, barranco, corga.

Caos - Aglomerado de rochas no leito de um rio, resultantes de desprendimentos, provocando bloqueios e labirintos difíceis de transpor.

Corda de progressão - Corda utilizada na descida para fazer o rappel.

Corda de recuperação - Corda utilizada para recuperar a corda de progressão.

Corrimão (Main courante) - Corda fixa instalada na horizontal, para auxiliar na progressão em zonas de difícil acesso ou perigosas.

Desvio - Sistema de amarração ou técnica que consiste em utilizar uma ancoragem para desviar a corda da sua linha de rappel ou de tirolesa.

Destrepe - Descida delicada por blocos rochosos sem recurso a cordas.

Escapatória - Lugar pelo qual se pode sair do canhão antes de terminar o percurso. Poderá ser utilizado em caso de emergência.

Escuros - Zona do canhão com fraca ou nula presença de luz, pode derivar de uma passagem subterrânea, de um estreito e encaixe muito grande ou de desabamentos que cobrem parte do leito.

Estiagem - Na época seca, quando o caudal é mais baixo. Garganta, desfiladeiro – Passagem do rio estreita, encaixada entre paredes rochosas.

Fita dupla de auto-segurança (Longe) - Costuma-se utilizar a designação de fita curta e a longa para diferenciar os dois braços da longe.

Fraccionamento - Divisão de um ressalto em mais do que um rappel devido à sua altura, à necessidade de desvio de zonas aquáticas perigosas, à dificuldade na recuperação da corda ou à necessidade de diminuir os roçamentos.

Instalação extensível ou regulável - Modo de instalação da corda de forma a esta poder deslizar em caso de necessidade, por exemplo, para descer uma pessoa bloqueada num rappel.

Linha de vida - Instalação de corda ou fitas ligadas a ancoragens, com objectivo de permitir que as pessoas se auto-segurem em locais perigosos.

Maillon rapide - Pequeno anel metálico com fecho roscado.

Pedal - Pedaço de corda, cordeleta ou fita que forma um laço para apoiar o pé. Utiliza-se para subir por uma corda ou para ajudar a desbloquear-se ou a um companheiro bloqueado num rappel.

Rappel - Técnica de descida por corda, geralmente recorrendo a uma peça designada por descensor.

Rappel com segurança - Rappel normal acrescido de um sistema com possibilidade de bloqueio que serve de segurança. Esse sistema pode ser: segurança de cima com segunda corda, segurança por pessoa a segurar a/as cordas de rappel em baixo, ou utilização de um bloqueador (nó autobloqueante, shunt, etc.).

Rape – Vertaco - Corda depois de instalada no oito passa ainda dentro de um mosquetão, para facilitar a paragem ou aumentar o atrito.
Rappel – Posição rápida - A corda passa directamente no mosquetão sem passar por trás do oito. Só deve ser utilizado em corda dupla.

Rappel extensível - Ver Instalação extensível ou regulável.

Rappel em simples/duplo

Rappel numa corda / rappel em duas cordas.

Rappel guiado - Rappel normal numa corda em simples com o recurso de outra corda tencionada que serve de linha de guia onde se liga através de um mosquetão ou roldana a fita de autosegurança.

Rappel com fraccionamento - Ver fraccionamento.

Rappel com desvio - Ver desvio.

Rappel Suspenso - As cordas e os indivíduos estão afastados da parede, não tocando nela.

Rappel – Recuperação - Acção que consiste em retirar a corda do rappel.

Rappel Recuperável - Instalação realizada de forma a ser possível retirar a corda a partir do ponto de saída (rappel, desvio, tirolesa, corrimão).

Ressalto - Desnível ou obstáculo que é necessário transpor com recurso a técnicas de progressão: rappel, salto, destrepe, tobogãs ou escalada.

Retorno - Movimento de água que à superfície se desloca no sentido oposto ao escoamento da água.

Saco de corda (Kit boule) - Saco para transporte da corda. Deve ter um tamanho adaptado à corda a transportar.

Sifão - Local em que a água escoa sob as rochas.

Tanque estanque - Bidão (bidon).

Valdostano/Valdotin - nó realizado com pedaço de corda no qual foram retirados alguns fios. Nó autobloqueante que pode ser desbloqueado mesmo em tensão.

Tobogã - Rampa com água por onde se pode descer deslizando.
http://desnivel.pt/

Por: Inês Silva

Tipos de Embarcações


Diferentes rios e níveis de água requerem uma variedade de barcos.
O típico Raft insuflavel varia entre os 4 e os 5 metros e meio, e transporta entre os 4 e os 10 passageiros. Feito de um material resistente chamado hypalon (tecido de fibra de poliester, revestido com borracha de neoprene, altamente resistente à abrasão. Algumas marcas utilizam também revestimentos de PVC ou uretano). O Raft é escolhido de acordo com o nível do rio; um raft muito pequeno pode não ter muita estabilidade em alguns locais, por exemplo.
Existe o denominado Kayak-Raft, também insuflável, que mede 1m de largura e 3 de comprimento. Flexível e bastante manobrável, é estável e fácil de controlar.
O Kayak, é característico pelo seu peso muito leve, pela elevada capacidade de manobras e é feito de PVC (plástico). Mais pequeno, mais eficiente nos movimentos e de resposta quase imediata às nossas "ordens" do que as canoas, o Kayak permite ao remador a liberdade de "surfar" nas ondas, brincar nos rápidos e rodar sem se afundar.
O Safety kayak é utilizado em rios de nível acima de III, em que um kayak fica em local estratégico para dar apoio em caso de resgates e acidentes.

Material aconselhado
Todas as pessoas dentro do raft usam coletes salva-vidas, capacetes e remos, sendo sempre acompanhadas por um guia experiente.
Pagaia - Pode ser de plástico, com cabo de alumínio, ou de fibra de carbono. O verdadeiro nome é "remo pá India" mas, para facilitar e porque a maioria dos actuais guias de Rafting, são canoistas de águas bravas, utiliza-se o nome de pagaia.
Capacete e colete salva-vidas - Utilizados para garantir maior segurança aos praticantes. Em rios de nível mais elevado, protegem contra o impacto em rochas, árvores e afins.
O colete é também um óptimo acessório de resgate, pois a zona dos ombros é especialmente reforçada para se poder agarrar a pessoa e recolhê-la para o interior do Raft. Para além disso os coletes utilizados são de fecho à frente, pois em caso de necessidade de fazer RCP (Ressuscitação Cardio-Pulmunar) basta abrir o fecho em vez de "despir" a pessoa pela cabeça. Se tal acontecesse poderiam perder-se segundos preciosos.
Fato e sapatos de neoprene - Protegem contra o frio e escoriações, em caso de queda do raft. Mantêm a água que entra no seu interior, à temperatura do corpo. Isto é bastante importante em caso de longa exposição à água fria, pois aumenta consideravelmente o tempo de resistência que o corpo tem para não entrar em hipotermia.

Cabo de resgate - Trata-se de uma corda, de aproximadamente 20 metros, utilizada para resgates no caso de alguém cair do raft. Esta corda é feita de material flutuante, para que o "náufrago" a veja com facilidade. Uma das suas pontas é o guia que a mantém, enquanto a outra está amarrada num saco de cores berrantes, para facilitar a sua visão e o seu lançamento. Para além do cabo, pelo menos um dos raft's que efectua a descida, deve levar um kit de primeiros socorros completo.


Material individual
Para além do material acima citado, há pequenos promenores que não convém descurar.
Sapatos que se possam molhar. O mais aconselhado são as ditas sapatilhas de neoprene, mas por vezes não há necessidade de as comprar de propósito. Desta forma, o nosso conselho são os famosos e resistentes Ténis de lona. As sandálias de rio não são nada aconselháveis porque, para além de não protegerem do frio e das eventuais pancadas, não facilitam o nadar em caso de necessidade.
Fato de banho e uma t-shirt. A maioria das empresas em Portugal fornecem os fatos de neoprene para a descida. O mais aconselhado para se usar por baixo do fato de neoperene é um fato de banho e uma t-shit, pois estes protegem do roçar constante do fato, que por vezes se torna bastante desconfortável ao remar e ao movimentarmo-nos.
Uma muda de roupa seca. É essencial que no final da descida se tenha à nossa espera uma muda de roupa bem sequinha, um par de sapatos secos e um agasalho.
Toalha
Protector Solar
Agasalho de preferência impermeável.

Onde practicar
Alguns dos rios mais procurados para a prática desta modalidade são o rio Minho (para iniciação) e o rio Paiva (para sensações mais vibrantes).


Adaptado de http://www.arlivre.com/actividades/rafting.htm
Saiba quais os materiais e os processos de construção de pranchas de windsurf.

Consultar:
http://barracudatec.com.br/pdf/Surf.pdf

Metodologia para a aprendizagem da canoagem


Desde sempre, o homem teve a necessidade de dominar a água, assim como os fenómenos naturais em geral. Tendo em vista que ¾ da superfície terrestre é coberto por água, o acto de remar tornou-se uma actividade necessária por conveniência (Imbriaco, 2001). Porém, mesmo sem a utilização de nenhuma metodologia/técnica específica para a aprendizagem da canoagem, apenas os conhecimentos empíricos dos mais velhos eram passados de geração para geração para o desenvolvimento da prática.

Com a mudança das tecnologias e materiais mais modernos na construção de caiaques e remos e, também, no ritmo de vida das pessoas, hoje em dia a aprendizagem do desporto está agregada a outros factores. Actualmente, a necessidade de aprender este desporto não está vinculada a uma necessidade vital, mas sim pelo gosto por desportos náuticos, pela busca de uma melhor qualidade de vida, pela prática competitiva e, até mesmo, pelas vivências ambientalistas. Mas, de acordo com as tendências que o mundo actual impõe e o estilo de vida das pessoas, são necessários métodos sistematizados que possibilitem a melhoria da aprendizagem da canoagem, sendo que os aprendizes do desporto querem com o menor tempo possível desenvolver a prática com o máximo de segurança possível.
Assim, com os poucos estudos apresentados na área da canoagem deixo aqui o link de um artigo sobre a metodologia a adoptar para o ensino da canoagem:



Após a leitura deste artigo, pode-se dizer que até uma pessoa leiga sobre a canoagem poderá entender as sistemáticas do funcionamento desta modalidade. Porém, é de extrema necessidade para qualquer pessoa que queira trabalhar com a canoagem, ter noções de didáctica, bem como conhecimentos fisiológicos, biomecânicos, cinesiológicos e o domínio da expressão falada e corporal. Tais factores auxiliarão o professor à frente de uma turma de canoagem, possibilitando o entendimento dos movimentos dos canoístas e o funcionamento do modo de acção da máquina humana neste desporto náutico.

Por: Davide Esteves

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Riscos da exploração

Actualmente, com o desenvolvimento de técnicas e equipamentos e aumento da preparação dos espeleólogos e guias, a exploração e turismo em cavernas são actividades relativamente seguras, mas o risco de acidentes, envenenamento ou doenças é grande. Em geral estes riscos estão associados a pouco planeamento ou a negligência, por isso é importante conhecê-los antes de qualquer incursão em grutas. Também é fundamental que a exploração nunca seja feita por pessoas desacompanhadas. É recomendável que as pessoas conheçam primeiros socorros. Como medida adicional, a administração do parque, proprietários das terras ou autoridades, como bombeiros ou policiais florestais devem sempre ser avisados do destino da equipe, número de membros e prazo de retorno. Por sua própria natureza as cavernas localizam-se em terrenos acidentados, com vegetação cerrada e presença de rios. Como as cavernas costumam ficar no interior de parques costumam estar distantes de estradas. Nestas condições o resgate dos exploradores e turistas pode ser difícil e demorado, por isso um bom planeamento e utilização de equipamentos e técnicas adequadas pode evitar que situações complicadas ou fatais aconteçam. Os principais riscos são listados a seguir:

Quedas – As galerias e formações no interior de cavernas exigem cuidados na caminhada. Em qualquer das actividades dentro e fora da caverna, bem como nos trajectos de entrada e retorno, há possibilidade de quedas que podem causar lesões musculares, fracturas, traumatismos e até a morte. Sempre que haja risco associado a altura, cordas e técnicas verticais devem ser utilizadas para evitar quedas perigosas.

Envenenamento - Nas proximidades e interior de algumas cavernas é possível encontrar animais como cobras, escorpiões e aranhas. O uso de botas e roupas que protejam pernas e braços minimiza o risco de envenenamento. Caso algum membro do grupo tenha sido atacado, deve-se procurar imediatamente o hospital mais próximo. Se possível, o animal deve ser levado para facilitar a identificação da espécie e o soro mais adequado.

Doenças - Uma das doenças que pode ser adquirida em cavernas é a hidrofobia (raiva), transmitida por morcegos. Embora eles não costumem atacar directamente as pessoas, é possível o contacto acidental com unhas e dentes dos morcegos quando eles voam ao entrar e sair das grutas. Outra doença possível é a histoplasmose(1), doença adquirida pela inalação dos esporos do fungo Histoplasma capsulatum presente no guano de morcegos. É uma doença oportunista que só ataca pessoas com baixa resistência, por isso é recomendável evitar a visitação de cavernas quando estiver com alguma doença que provoque queda imunológica. Por tratar-se de uma doença de transmissão respiratória, recomenda-se a utilização de máscaras em áreas propícias à presença do fungo.


Hipotermia - A permanência prolongada em ambientes inundados ou com baixas temperaturas, associada ao cansaço, pode levar à hipotermia, condição perigosa que se não tiver os cuidados adequados pode provocar choque circulatório, inconsciência e até a morte A hipotermia não tratada a tempo pode provocar lesões e sequelas neurológicas por insuficiência circulatória. Para evitá-la, os exploradores devem levar roupas impermeáveis, de secagem rápida, agasalhos e roupas secas. O aquecimento com cobertores ou banhos quentes e o uso de bebidas quentes é a forma mais eficiente de tratamento precoce. Ao contrário da crença popular, o uso de bebidas alcoólicas é desaconselhado e pode até piorar o quadro.

Afogamento - Risco em cavernas inundadas, travessias de rios subterrâneos ou superficiais ou durante a prática de mergulho. O uso de coletes salva-vidas por pessoas que não saibam nadar é recomendável.


(1) A histoplasmose clássica ou Doença de Darling como também é conhecida, é uma micose sistémica, ou seja, é uma infecção fúngica que acomete os órgãos internos. É provocada pela inalação de microconídeos da fase micelial do fungo dimórfico Histoplasma capsulatum var. capsulatum. O H. capsulatum desenvolve-se em solos ricos em nitrogénio presentes nas fezes de aves e morcegos. São considerados fontes de infecção árvores ocas, construções antigas e cavernas habitadas por esses animais. Uma outra fonte de infecção ocorre pela suspensão e propagação de partículas infectantes pelo vento ou pala remoção do solo. Em pacientes imunocompetentes, a histoplasmose é benigna, assintomática, apresentando sintomas gripais que espontaneamente se desenvolvem de acordo com a exposição à forma infectante do fungo pode provocar Histoplasmose pulmonar aguda podendo agravar-se até à forma disseminada. Na histoplasmose pulmonar aguda os pacientes podem apresentar febre alta persistente, tosse seca, astenia e anorexia. Na histoplasmose disseminada os pacientes apresentam febre, anorexia, sudorese, tosse, expectoração, dispneia, comprometimento pulmonar, do sistema nervoso central e cutâneo. O diagnóstico da Histoplasmose é realizado através do exame directo, utilizando escarro, lavado bronco alveolar, biopsias de tecido acometido. O tratamento da Histoplasmose faz-se através da anfotericina B, intraconazol, cetoconozal e fluconazol.

Bibliografia:
http://www.sbe.com.br/anais29cbe/29cbe_007-012.pdf

Autor: Suse