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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Técnicas de progressão em grutas

As técnicas de progressão em grutas requerem uma boa forma física mas também um meio rápido, seguro e eficaz para nos levar a conhecer melhor o mundo subterrâneo. As técnicas de progressão dividem-se em dois grandes grupos:
- Progressão em grutas horizontais

- Progressão em grutas verticais

Técnicas em grutas horizontais

As técnicas de progressão em grutas horizontais dividem-se em três grupos: marcha, oposição e passagens estreitas.

Marcha

Por marcha entende-se sempre que o movimento do indivíduo numa gruta é possível fazer-se de pé, ou seja, na posição vertical. A marcha deve ser efectuada sem pressa e mantendo um ritmo constante para se reflectir num menor dispêndio de energia durante a exploração. Devemos ter sempre em conta que os principais pontos de apoio são os pés, logo terá que existir o maior cuidado na sua colocação, tendo sempre em conta o tipo de terreno que se pisa para evitar possíveis quedas, apoiando-se nas paredes.

Oposição

A técnica de oposição define-se, por progressão horizontal em poços ou chaminés cujas dimensões o permitem, embora também seja utilizada em grutas verticais.

Esta técnica consiste em utilizar o nosso corpo como mola, exercendo assim força nos dois sentidos das paredes da cavidade, de maneira a ficarmos entalados entre estas. Existem muitas posições para progredir em oposição, pois cada gruta apresenta um obstáculo diferente.





Passagem estreita

É nas passagens estreitas que na maioria das vezes se encontra a maior dificuldade em progredir, em alguns casos chega a ser necessário tirar o capacete para que se consiga progredir. Entre estas passagens encontramos os laminadores e as goteiras. É aqui que o espeleólogos põem á prova toda a sua calma e destreza, pois geralmente nestas situações a pressa e o pânico não ajudam só atrapalham. Os pontos de apoio encontram-se na maioria das casos á retaguarda, servindo assim os pés de propulsor. Normalmente é na região dos ombros que se encontra a maior dificuldade de passagem, pois esta é das zonas mais largas do corpo, sendo mais fácil colocar um braço á frente e outro atrás para a sua passagem. Esta posição não só facilita bastante a passagem dos ombros, como o transporte de mochilas ou do próprio capacete, assim como nos da a vantagem de termos uma mão á retaguarda, o que ajuda no caso de se querer recuar.

Progressão em grutas verticais

Nas técnicas de progressão em grutas verticais, existem basicamente dois Maios de progressão:

O mais antigo, escadas

O mais recente Cordas

Progressão em escadas

A progressão em escadas requer sempre um grande esforço por parte do espeleólogo, logo pormenores como por exemplo a posição do corpo, dos pés, etc. são cruciais para evitar desgastes físico a desnecessários e acidentes. Um dos erros mais comuns que cometem as pessoas que nunca subiram este tipo de escada, é subida como se trata-se de escadas rígidas. Desta maneira parte de baixo da escada foge para a frente, colocando o peso do corpo sobre os braços, que não são suficientemente fortes para sustentar tal peso depois de um grande período de tempo de progressão. Para efectuar uma descida ou subida em escadas deve-se colocar o peso do corpo o mais encostado possível á mesma para que o seu peso se concentre nas pernas, servindo os braços apenas como ponto de apoio para equilibrar o corpo. As mãos devem passar por de trás das escadas, ficando com as palmas das mãos viradas para si, quanto aos pés existem duas posições possíveis, ambas com o mesmo principio, que as escadas nunca devem estar á frente do joelho flectido. Deve ser sempre associado um cabo de segurança.




Progressão em cordas

A descida

A primeira coisa que se faz antes de iniciar uma descida é certificarmo-nos de que o equipamento esta em perfeitas condições de utilização e que estamos correctamente equipados. Em seguida, com um shunt colocamo-nos no corrimão de segurança que nos garante o acesso ao algar sem o risco de cairmos dentro deste. Aproximamo-nos da amarração principal e ai colocamos a longe maior ao mosquetão, temos agora duas seguranças. Depois de colocar o descensor correctamente estamos prontos par a descida, retiramos as seguranças e com a mão direita controlamos a velocidade de descida.

Subida em jumar

A subida em jumar é repetição aleatória de dois movimentos. Com a ajuda de um punho de jumar, de um bloqueador e um estribo iniciamos a subida, colocamos os dois pés no estribo, encolhendo as pernas ao mesmo tempo que se sobe o punho, depois estica-se as pernas, puxando o bloqueador para junto de si. Quando a subida é feita junto a parede, utiliza-se apenas um pé no estribo, enquanto o outro, trabalha como um afastador da parede e como apoio nesta.




Por: Suse
Bibliografia:
http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.espiritodaterra.com.br/espeleo_subida.gif&imgrefurl=http://www.espiritodaterra.com.br/tecnicasprogressao.htm&usg=__ZGVylq3AwjqUEJAffkFNVRqw81k=&h=340&w=227&sz=13&hl=pt-PT&start=28&um=1&itbs=1&tbnid=DTjFjUe84U9vRM:&tbnh=119&tbnw=79&prev=/images%3Fq%3Dtecnicas%2Bde%2Bjumar%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN%26start%3D18%26um%3D1

A Espeleologia e a Ciência

Para que se possa explorar e estudar uma caverna, a Espeleologia teve necessidade de recorrer aos conhecimentos já existentes em outros ramos do conhecimento para poder levar a bom termo o seu objectivo. É assim que podemos considerar a actividade espeleológica sob o duplo aspecto desportivo e científico. O aspecto desportivo prende-se, fundamentalmente, com as técnicas relacionadas com o alpinismo e as de cultura física, além das propriamente espeleológicas, já que é necessário vencer inúmeros e, por vezes, difíceis obstáculos em que só uma boa resistência física, aliada a um bom conhecimento das técnicas existentes, permite ultrapassar. Estão neste caso a descida de poços, a escalada de chaminés e paredes ou a progressão em passagens estreitas, como exemplos. Do aspecto científico, imensamente vasto e complexo, destacaremos apenas, devido ao seu peso no conjunto da actividade espeleológica, o agregado das ciências geológicas (Geologia, Hidrologia, Tectónica, Morfologia - superficial e subterrânea, Paleontologia, etc), a Biologia, a Arqueologia e as técnicas da Topografia, a Fotografia, o Cinema, entre muitas outras. Quanto à utilidade da Espeleologia apenas chamaremos a atenção para os aproveitamentos das reservas hídricas existentes nos calcários, instalações hospitalares para doenças específicas, instalações científicas para investigação, refúgio e protecção de populações em caso de conflito ou como aproveitamento turístico.
Estas são muito resumidamente as partes boas da utilidade das cavernas, mas também aqui existe o reverso da medalha com utilizações que consideramos abusivas do património natural pertença de todos nós, centrado no aproveitamento para fins militares das redes subterrâneas ou, então, como autêntico caixote de lixo ou esgoto, sem qualquer respeito pelos outros indivíduos, afectando, deste modo, populações por vezes bastante distantes devido às características peculiares de circulação hídrica nos maciços calcários.
A Espeleologia não é uma actividade esquisita feita por indivíduos estranhos, mas sim uma actividade tecnico-científica como muitas outras, onde há bons e maus executantes e onde todos os indivíduos podem participar sem quaisquer problemas desde que a encarem com a devida seriedade, respeito e conhecimento técnico que ela merece e requer.

Por: Suse
Bibliografia:
http://www.altorelevo.org/index.php?option=com_content&task=view&id=24&Itemid=49

domingo, 6 de dezembro de 2009

Lesões na espeleologia

A Espeleologia é uma modalidade que exige caminha por terreno acidentado extremamente irregular com pouquíssima luz e pedras soltas, natação, conhecimento e preparo para técnicas verticais, abrindo um amplo leque de lesões, associado à dificuldade de remoção do praticante.
Lesões ortopédicas:

Tornozelos: Comum entorses seguidos de lesões ligamentares ou fracturas.
Pés: Assim como no trekking, as lesões ocorrem por períodos prolongados de caminhada, incluindo Frostbite nos dedos do pé quando expostos à agua fria por períodos prolongados; escoriações e bolhas por caminhada de longa distancia ou ténis inadequado
Joelhos: É uma articulação que "sofre" muito nesta modalidade, talvez mais que nas outras, pois, alem da irregularidade do terreno, o praticante é obrigado a agachar-se, assumindo diversos graus de flexão, suportando os mais variados torques de força predispondo a sobrecarga femoropatelar.
Muitas vezes, o espaço restrito de uma caverna obriga o praticante a andar de cócoras e torcer o joelho ao invés do tronco. Este gesto está ligado a altíssima incidência de lesão dos meniscos ocasionando, alem de dor, "travamentos" e derrames.

Coluna vertebral: Comuns síndromes dolorosas devido ao tempo prolongado em flexão ou lesões intrínsecas por movimento torsional carregando mochila pesada nas costas.
Mãos: Existe sempre a possibilidade de agressões às mãos, principalmente quando se usa técnicas de escalada, podendo haver arrancamento de unhas, fracturas de falanges e lesões tendineas. Por isso, o preparo adequado das mãos e o treinamento prévio para técnicas verticais são muito importantes.

Poli traumatismo: Caminhar dentro de cavernas com pouca luz pode levar o praticante a acidentes sérios, como quedas de grandes alturas. Embora esteja estatisticamente relacionado a praticantes que se aventuram sem os guias, também pode acontecer com os mais experientes.



Lesões não ortopédicas

Hipotermia

A Hipotermia é uma condição médica na qual a temperatura corporal da vítima abaixou significativamente abaixo do normal e seu metabolismo começou a ser prejudicado. Isso ocorre quando a temperatura corporal fica abaixo dos 35 graus Célsius. Se a temperatura corporal ficar abaixo de 32 graus Célsius a condição pode ficar crítica e até fatal. Temperaturas abaixo de 27 graus são quase sempre fatais, embora pessoas tenham sobrevivido com temperatura de 14 graus. Estatisticamente, é a lesão mais comum na prática da espeleologia.

Infecções

Leptospirose

A leptospirose, também chamada de doença de Weil em seu quadro mais severo, é uma doença bacteriana que afecta seres humanos e animais e que pode ser fatal. É uma zoonose causada por uma bactéria do tipo Leptospira.

Nos seres humanos causa ampla gama de sintomas, mas algumas pessoas infectadas podem ser assintomáticas, isto é, não apresentam sintoma algum. Sintomas da doença podem incluir febre alta, fortes cefaleias, calafrios, dores musculares, vómitos, bem como icterícia, olhos congestionados, dor abdominal, diarreia ou coceira. Complicações incluem falência renal, meningite, falência hepática e deficiência respiratória, no que caracteriza a forma mais grave da doença conhecida como doença de Weil. Em casos raros ocorre a morte.

O diagnóstico da doença não é fácil, dada a variedade de sintomas, comuns em outros quadros clínicos. O diagnóstico final é confirmado por meio de testes serológicos como o Ensaio Detector de Anticorpos de Enzimas (ELISA, no acrónimo em inglês) e o PCR (acrónimo em inglês para Reacção em Cadeia da Polimerase = Polymerase Chain Reaction).

A infecção nos seres humanos é frequentemente causada por água, alimentos ou solo contaminados pela urina de animais infectados (bovinos, suínos, equinos, cães, roedores e animais selvagens) que são ingeridos ou entram em contacto com membranas mucosas ou com fissuras da pele. A prática da espeleologia em ambientes rurais com animais infectados pode levar à doença.

A leptospirose é tratada com antibióticos, como a doxiciclina ou a penicilina.



Acidentes com animais

Aranhas:









Não é novidade que cavernas são habitadas por uma fauna abundante. Entre os invertebrados cavernícolas mais amplamente distribuídos e abundantes em cavernas brasileiras estão as aranhas do género Loxosceles, ou Aranha Marrom. São aranhas pouco agressivas, dificilmente atacam pessoas. As picadas ocorrem como forma de defesa, quando macho ou fêmea é comprimido contra o corpo, durante o sono, no momento do uso das vestimentas (calçando um sapato, por exemplo) ou ao serem tocadas de maneira violenta ao caminhar dentro de uma caverna

No ato da picada há pouca ou nenhuma dor e a marca é praticamente imperceptível. Depois de 12 a 14 horas ocorre um inchaço acompanhado de vermelhidão na região (edema e eritema, respectivamente), que pode ou não coçar. Também pode ocorrer escurecimento da urina e febre. Os dois quadros distintos conhecidos são o loxoscelismo cutâneo (o que normalmente ocorre, onde há a picada na pele) e o cutâneo - visceral (com lesão cutânea associada a uma hemólise intravascular).

Com o avanço (sem tratamento) da picada, o veneno pode causar necrose do tecido atingido, falência renal e, em alguns casos, morte. Somente foram detectados casos de morte - cerca de 1,5% do total - nos incidentes com L. laeta e L. intermedia.

Logo após a picada lave o local com água e sabão abundantes e não faça torniquetes, para evitar a gangrena do veneno e minimizar os efeitos da necrose. É interessante que a região da picada fique em repouso, dificultando a absorção do veneno. Não furar, não cortar, não queimar, não espremer, não fazer sucção no local da ferida e nem aplicar folhas, pó de café ou terra. Levar a vítima ao serviço de saúde próximo o mais rápido possível, levando a Aranha (morta ou viva) para identificação de espécie e confirmação da necessidade de soro. Vale lembrar que tais procedimentos servem para qualquer ataque de animal venenoso.

O soro utilizado para combater a picada desta aranha é composto de Antihistamínico/anticolinesterásico/dapsona e 5 ampolas de soro antiaracnideo polivalente ou soro antiloxosceles EV, que deverá ser ministrado ao paciente até 36 horas depois do acidente com a aranha.

Morcegos:










Existem varias espécies de morcegos. Em áreas habitadas onde há criação de animais domésticos, tais como galinhas, porcos, equinos e gado. Acidentes por mordedura podem acontecer pelo fato de sua saliva ser extremamente contaminada pelo vírus da raiva, o acidente é classificado como grave sempre e está indicada a soro vacinação

Bibliografia:
http://www.medicinadaaventura.com.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=2&Itemid=23

Por: Suse

sábado, 5 de dezembro de 2009

Técnicas utilizadas em espeleologia

Para explorar com segurança os ambientes subterrâneos, os espeleólogos utilizam técnicas de caminhada em terrenos inundados e travessia de rios, técnicas verticais (escaladas, ascensões e rappel e mergulho).


Técnica de escalada

O objectivo geral da escalada é o de conseguir ascender por superfícies quase verticais, em gelo, rocha ou paredes artificiais construídas propositadamente para a prática desportiva. Para vencer o desafio da verticalidade em segurança, o indivíduo tem que usar equipamento e técnicas adequadas de protecção. O desejo de subir, de alcançar o topo é próprio do ser humano, que se antes o fazia por necessidade e desafio à sua própria existência, agora o faz para testar os seus limites e ver até quanto mais alto consegue chegar por si e em relação aos outros. As técnicas de escalada são: Desportiva, Clássica, Artificial e Livre que são aplicadas de acordo com o nível dos praticantes e condições naturais da parede.

Não é uma actividade que possa ser considerada dispendiosa, exigindo sim muito esforço, concentração, capacidade de resistência, grande controlo mental, grande conhecimento e controle corporal, bem como uma boa capacidade de visualização para movimentos sequenciais.

Escalada em Top rope


Suspende-se o meio da corda no topo de um penedo através das sangles. Numa ponta encorda-se o escalador e, na outra, o segurador coloca a corda no dispositivo de segurança (Oito ou Grigri). A escalada faz-se como que em suspensão. Se o segurador puxar com a corda com força, até pode içar o escalador. Não há quedas de impacto existindo apenas um deslizamento. O Top rope é utilizado para aprendizagem ou para o estudo de uma via.
Escalar à frente

Numa ponta da corda encorda-se o escalador e, a uns três metros, no corpo da corda, o segurador coloca o dispositivo de segurança. O escalador inicia a escalada enquanto que o segurador vai dando corda. Assim que o escalador chega a um ponto de amarração (ancoragem) na rocha, coloca uma express e passa a corda pelo outro mosquetão da express. Parece complicado, mas aprende-se vendo e fazendo.Neste tipo de escalada existe a possibilidade de queda quando o escalador está entre dois pontos de segurança e falha um passo! Só o ponto de segurança anterior o sustém da queda



Técnica de Rappel



Fazer rappel é fazer uma descida de uma encosta através de uma corda, a qual está segura ao topo dessa encosta.

Existe uma grande variedade de técnicas de rappel, desde as mais simples, sem nenhum equipamento especial, até ao rappel mais sofisticado, usando equipamento (descensores, shunts, etc.).

Para fazer rappel usa-se corda estática, com um diâmetro de cerca de 10-11 mm. A corda dinâmica é usada para servir de segurança, uma vez que a sua elasticidade permite absorver um pouco a força de uma queda acidental.




Segurança no rappel

- Mão que controla a travagem

• Em termos de segurança, a mão que controla travagem, ou seja, que segura a corda que cai, deve manter-se afastada do descensor (ou do mosquetão no caso das técnicas anteriores com mosquetão) uma distância de segurança «d».

• Esta distância deve ser, normalmente, superior à distância entre o cotovelo e a ponta dos dedos.

• No caso de esta distância de segurança não ser mantida, corre-se o risco de os dedos serem «engolidos» e trilhados pelo descensor, tal é a força usada neste sistema de travagem.













Outras pessoas

• Nunca se deve praticar rappel sozinho.

• Para a segurança básica do rappel basta uma pessoa colocada na base da pista de

rappel, segurando a corda (válido para técnicas com mosquetão e descensor) e observando atentamente quem faz a descida.

• No caso de acontecer alguma coisa a quem está a fazer rappel, o segurança apenas tem de puxar a corda para baixo, travando assim imediatamente a descida.

Por: Suse
Bibliografia:

http://www.lusorafting.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=28&Itemid=112


http://www.sbe.com.br/diversos/Proposta%20Protocolo%20Espeleo%20Vertical.pdf


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Riscos da exploração

Actualmente, com o desenvolvimento de técnicas e equipamentos e aumento da preparação dos espeleólogos e guias, a exploração e turismo em cavernas são actividades relativamente seguras, mas o risco de acidentes, envenenamento ou doenças é grande. Em geral estes riscos estão associados a pouco planeamento ou a negligência, por isso é importante conhecê-los antes de qualquer incursão em grutas. Também é fundamental que a exploração nunca seja feita por pessoas desacompanhadas. É recomendável que as pessoas conheçam primeiros socorros. Como medida adicional, a administração do parque, proprietários das terras ou autoridades, como bombeiros ou policiais florestais devem sempre ser avisados do destino da equipe, número de membros e prazo de retorno. Por sua própria natureza as cavernas localizam-se em terrenos acidentados, com vegetação cerrada e presença de rios. Como as cavernas costumam ficar no interior de parques costumam estar distantes de estradas. Nestas condições o resgate dos exploradores e turistas pode ser difícil e demorado, por isso um bom planeamento e utilização de equipamentos e técnicas adequadas pode evitar que situações complicadas ou fatais aconteçam. Os principais riscos são listados a seguir:

Quedas – As galerias e formações no interior de cavernas exigem cuidados na caminhada. Em qualquer das actividades dentro e fora da caverna, bem como nos trajectos de entrada e retorno, há possibilidade de quedas que podem causar lesões musculares, fracturas, traumatismos e até a morte. Sempre que haja risco associado a altura, cordas e técnicas verticais devem ser utilizadas para evitar quedas perigosas.

Envenenamento - Nas proximidades e interior de algumas cavernas é possível encontrar animais como cobras, escorpiões e aranhas. O uso de botas e roupas que protejam pernas e braços minimiza o risco de envenenamento. Caso algum membro do grupo tenha sido atacado, deve-se procurar imediatamente o hospital mais próximo. Se possível, o animal deve ser levado para facilitar a identificação da espécie e o soro mais adequado.

Doenças - Uma das doenças que pode ser adquirida em cavernas é a hidrofobia (raiva), transmitida por morcegos. Embora eles não costumem atacar directamente as pessoas, é possível o contacto acidental com unhas e dentes dos morcegos quando eles voam ao entrar e sair das grutas. Outra doença possível é a histoplasmose(1), doença adquirida pela inalação dos esporos do fungo Histoplasma capsulatum presente no guano de morcegos. É uma doença oportunista que só ataca pessoas com baixa resistência, por isso é recomendável evitar a visitação de cavernas quando estiver com alguma doença que provoque queda imunológica. Por tratar-se de uma doença de transmissão respiratória, recomenda-se a utilização de máscaras em áreas propícias à presença do fungo.


Hipotermia - A permanência prolongada em ambientes inundados ou com baixas temperaturas, associada ao cansaço, pode levar à hipotermia, condição perigosa que se não tiver os cuidados adequados pode provocar choque circulatório, inconsciência e até a morte A hipotermia não tratada a tempo pode provocar lesões e sequelas neurológicas por insuficiência circulatória. Para evitá-la, os exploradores devem levar roupas impermeáveis, de secagem rápida, agasalhos e roupas secas. O aquecimento com cobertores ou banhos quentes e o uso de bebidas quentes é a forma mais eficiente de tratamento precoce. Ao contrário da crença popular, o uso de bebidas alcoólicas é desaconselhado e pode até piorar o quadro.

Afogamento - Risco em cavernas inundadas, travessias de rios subterrâneos ou superficiais ou durante a prática de mergulho. O uso de coletes salva-vidas por pessoas que não saibam nadar é recomendável.


(1) A histoplasmose clássica ou Doença de Darling como também é conhecida, é uma micose sistémica, ou seja, é uma infecção fúngica que acomete os órgãos internos. É provocada pela inalação de microconídeos da fase micelial do fungo dimórfico Histoplasma capsulatum var. capsulatum. O H. capsulatum desenvolve-se em solos ricos em nitrogénio presentes nas fezes de aves e morcegos. São considerados fontes de infecção árvores ocas, construções antigas e cavernas habitadas por esses animais. Uma outra fonte de infecção ocorre pela suspensão e propagação de partículas infectantes pelo vento ou pala remoção do solo. Em pacientes imunocompetentes, a histoplasmose é benigna, assintomática, apresentando sintomas gripais que espontaneamente se desenvolvem de acordo com a exposição à forma infectante do fungo pode provocar Histoplasmose pulmonar aguda podendo agravar-se até à forma disseminada. Na histoplasmose pulmonar aguda os pacientes podem apresentar febre alta persistente, tosse seca, astenia e anorexia. Na histoplasmose disseminada os pacientes apresentam febre, anorexia, sudorese, tosse, expectoração, dispneia, comprometimento pulmonar, do sistema nervoso central e cutâneo. O diagnóstico da Histoplasmose é realizado através do exame directo, utilizando escarro, lavado bronco alveolar, biopsias de tecido acometido. O tratamento da Histoplasmose faz-se através da anfotericina B, intraconazol, cetoconozal e fluconazol.

Bibliografia:
http://www.sbe.com.br/anais29cbe/29cbe_007-012.pdf

Autor: Suse

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Equipamento padrão




O equipamento padrão está dividido em duas categorias:

• Individual

• Colectivo

Todos os equipamentos afectados por normas comunitárias deverão conter a inscrição da marca CE seguida de quatro algarismos.


Equipamento individual padrão:

• Cobertura de sobrevivência;

• Botas com rasto de borracha bem definido;

• Capacete conforme norma EN 12492, equipado com duas fontes de iluminação com alimentação independente;

• Fato-macaco;

• Arnês tipo espeleologia conforme norma EN 12277, fechado por maillon delta ou semilunar conforme norma EN 12275Q;

• Longe de segurança dupla, curta/comprida, pré-fabricado ainda sem norma, ou construído de corda dinâmica conforme norma EN 892, e dois mosquetões com fecho conforme norma EN 12275;

• Descensor de roldanas fixas simples ou autoblocante conforme norma EN 341 (obrigatoriamente simples para nível I e II), um mosquetão simétrico com fecho conforme norma EN 12275 e um mosquetão simétrico preferencialmente em aço conforme norma EN 12275;

• Punho bloqueador conforme norma EN 567, pedal pré-fabricado ou construído de cordoleta de diâmetro superior a seis milímetros;

• Bloqueador de peito conforme norma EN 567 anatomicamente fabricado para colocar no conector ventral do arnês.

• Saco de transporte;

• Caderno de campo e caneta ou lapiseira.



Material colectivo:
• Corda semi-estática de diâmetro 10.5 mm conforme norma EN 1891;

• Plaquetas com resistência maior ou igual que 18KN;

• Entaladores conforme norma EN 12270;

• Fitas conforme norma EN 565;

• Anéis de fita conforme norma EN 566;

• Pitons conforme norma EN 569;

• Escadas de espeleologia;

• Buchas metálicas e pernos metálicos;

• Ancoragens de longa duração;

• Saco de transporte.

Bibliografia:

http://www.gesmo.org/p_espeleo.htm

http://www.physis.org.br/ecouc/Artigos/Artigo24.pdf

Autor: Suse

Carvenas

Caverna é o termo que define qualquer cavidade natural penetrável pelo homem, com uma ou mais entradas, seja seca, total ou parcialmente tomada por água, horizontal ou não, com ou sem região afótica, incluindo o ambiente interno, os ecossistemas, o seu conteúdo mineralógico, arqueológico e paleontológico e a rocha na qual se desenvolve


Formação das Cavernas

A origem das cavernas ainda é uma questão controvertida. É provável que numerosas cavernas tenham sido originadas pela dissolução e abrasão causada pelos movimentos das águas subterrâneas, enquanto outras surgiram por causa dos desmoronamentos de partes do teto ou pelo abatimento de assoalhados que recobriram galerias inferiores. Outra possibilidade é o surgimento que ocorre ao nível do lençol freático ou abaixo dele.

A água penetra no calcário através das fracturas e depressões e, se ainda contém dióxido de carbono em quantidades suficientes, vai dissolvendo a rocha em sua percolação.

O movimento da água nos calcários é controlado pelas variações litológicas e pelas linhas de falha e de fractura. A respeito da circulação da água subterrânea, pode-se distinguir duas zonas:
Zona superior, ou zona vadosa, a água circula livremente e de modo rápido,
Zona inferior, ou zona freática, a água circula sob pressão hidrostática e todas as fissuras e juntas estão preenchidas.
Em ambas as zonas, a água tende a colectar-se em canais bem definidos e a movimentar-se como um sistema subterrâneo. A solução e a abrasão são os processos básicos na formação de cavernas.


Classificação das Cavernas


Cavernas
Define as cavidades subterrâneas penetráveis pelo homem, formadas por processos naturais, independentemente do tipo de rocha encaixante ou de suas dimensões, incluindo seu ambiente, seu conteúdo mineral e hídrico, as comunidades animais e vegetais ali abrigadas e o corpo rochoso onde se inserem.

Grutas
São as cavernas com desenvolvimento predominantemente horizontal.

Abrigos sob rocha
Cavidades pouco profundas, abertas largamente em paredes rochosas, que sirvam de abrigo contra intempéries.

Tocas
Cavidades intermediárias entre os abrigos sob rocha e as grutas, cujo desenvolvimento não atinja os 20m necessários para a sua classificação.

Abismo ou algar
São as cavernas predominantemente verticais, com desnível igual ou superior a 10m.

Clarabóias
Depressões fechadas, circulares, em geral mais largas que profundas, formadas por dissolução das superfícies rochosas ou por abatimentos gerados por dissolução de rochas em profundidade.


Conservação das Cavernas

Conservar uma caverna é manter suas características próprias inalteradas, de modo a modificar o menos possível o ambiente.
Uma caverna não é um simples túnel escavado entre rochas, vazio e escuro. O seu ambiente, assim como suas formas de vida estão intimamente ligados ao meio externo que a circunda. Por isso, qualquer alteração na superfície reflete diretamente no mundo subterrâneo.
A poluição das águas, por exemplo, nociva em qualquer circunstância, tem efeitos muito graves quando elas percorrem o interior de uma caverna. Um rio poluído pode comprometer toda a manifestação biológica. Não é admissível que dejetos industriais, minerais ou domésticos, sejam lançados em cursos de água que venham se tornar subterrâneos.O desmatamento, além de descaracterizar o contorno regional, poderá também influenciar de maneira direta sobre a caverna, pois a destruição do revestimento vegetal poderá dar início a desmoronamentos e deslizamentos de terra, que irão de uma forma ou de outra interceptar ou desviar o leito original do rio na caverna.

Cuidados em Cavernas

Para sua segurança e para a preservação das cavernas, são necessários alguns cuidados fundamentais durante a visitação.
Nunca entre numa caverna sozinho.

Tranquilidade é fundamental. Mesmo numa situação onde tudo parece errado, é importante manter o controlo.

Respeite os seus limites e tenha certeza que eles devem ser diferentes nas outras pessoas.

Evite levar coisas desnecessárias para a gruta. Programe sua visita e actividades levando somente o essencial. Logicamente deve estar incluída na "bagagem" uma reserva de iluminação (pilhas e/ou carbureto), roupas secas (no caso de permanências mais prolongadas), saco para lixo, água e alimento.

A roupa deve ser leve e folgada, permitindo uma ampla movimentação mesmo quando molhada. O calçado deve ter um solado anti-derrapante e o uso de capacete é fundamental.

A iluminação é básica para que a pessoa se sinta segura. O ideal é que ela esteja fixa no capacete deixando as mãos livres. Caso ainda não a tenha, use a lanterna presa por uma alça.

Cuidado especial deve ser dado às grutas com água. Além das dificuldades evidentes em se transpor um trecho alagado com roupa e mochila, a água exige outras precauções devido a perda acelerada de calor, embalagem de roupas, alimento e carbureto etc.

Não retire ou quebre nada nas cavernas, tomando cuidado especial com as formações.

Não fume no interior da caverna, pois a fumaça é prejudicial a este delicado ambiente.

Respeite a fauna cavernícola, apenas observando-a.

Mantenha a caverna limpa. Traga de volta todo o seu lixo (orgânico ou inorgânico), apanhe também o lixo que encontrar pelo caminho e deposite-o nos latões no exterior das cavernas.

Conheça as técnicas básicas de navegação, primeiros socorros e alpinismo. As cavernas apresentam obstáculos naturais. Não se arrisque, assim como não exponha pessoas inexperientes e sem preparo físico a situações de risco.

Caso se perca, não entre em pânico. Fique parado e aguarde auxílio.

Se nunca visitou o local procure saber detalhes com pessoas experientes antes de iniciar o percurso.

Calcule o tempo que pretende ficar no interior da caverna.

Selecione e prepare com antecedência todo equipamento que pretende levar.


Bibliografia:

http://www.mochileiros.com/botuvera-cavernas-perguntas-e-respostas-t12786.html


http://www.physis.org.br/ecouc/Artigos/Artigo24.pdf


http://www.bambui.org.br/espeleo/main_espeleologia_equipamentos.htm#11

Autor: Suse

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O que é a Espeleologia ?


O termo Espeleologia surge do latim spelaeum, do grego σπήλαιον, "caverna". Esta denominação corresponde há ciência que estuda as cavidades naturais e outros fenómenos cársticos, nas vertentes da sua formação, constituição, características físicas, formas de vida, e sua evolução ao longo do tempo.


Sendo uma actividade que se dedica ao estudo das cavernas, a Espeleologia não se resume aos aspectos técnico desportivos da progressão em grutas. Ao estudar a génese, a evolução, o meio físico e biológico do mundo subterrâneo, a espeleologia é igualmente uma disciplina técnico científica que se interliga com ciências como a Geologia, Biologia, Arqueologia e Antropologiao podendo ser incluidas outras técnicas como Fotografia, Topografia e Cartografia, que complementam a actividade do espeleólogo.

Desde tempos imemoriais que o homem se sente atraído pelas cavernas, quer como abrigo temporário ou definitivo quer como local mágico religioso dedicado ao culto dos deuses ou encantamento de inimigos, quer ainda como antecâmara do inferno ou local de actividades ligadas à magia negra. Também como um simples local que lhe chama a atenção e desperta a curiosidade, convidando a uma simples olhadela curiosa, a uma visita turístico desportiva ou a um paciente e apurado trabalho de estudo e investigação científica.

Mais ou menos em todos os locais existem cavidades no solo (naturais ou artificiais) mas é sobretudo, nas regiões onde existem extensões de rocha calcária que se encontram, verdadeiramente, o que é uso e costume designar-se por cavernas ou, mais popularmente, por grutas, covas, furnas ou algares.



História da Espeleologia em Portugal

Os primeiros registos da actividade espeleológica no nosso país datam de 1758, data em que o Padre Manuel Dias descreveu a exsurgência dos Olhos de Água; de 1854, ano em que foram publicados os escritos das escavações em grutas da região de Condeixa, da autoria de Costa Simões e de 1872, ano em que foi publicado, no Diário Ilustrado nº 127, a descrição de uma visita à Gruta das Alcobertas, da autoria de B. Soveral.



A realização em Lisboa do IX Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pré-Histórica, em Setembro de 1880, incluiu uma visita às grutas do Poço Velho em Cascais, importante necrópole neolítica, o que contribuiu decisivamente para o nosso reconhecimento no estrangeiro. Desde essa data até aos finais do século XIX, Portugal acompanhou a evolução europeia nestes domínios, publicando e apresentando em congressos internacionais trabalhos sobre grutas nacionais, como os de N. Delgado (1867, 1880, 1884, e 1889), E. Veiga (1886), F. P. Oliveira (1889), C. Serrão (1891), J. L. Vasconcelos (1895, 1896), M. Apolinário (1897) e de J. J. Nunes (1897). Os investigadores estrangeiros não ficaram indiferentes a este caudal de informação e antes do virar do século começaram a trabalhar nas nossas grutas, quer na área da antropologia quer na da biologia e hidrogeologia. Entre estas salienta-se P. Choffat que em 1891 iniciou a sua actividade em Portugal, cujos trabalhos se revestem de grande importância para o conhecimento geológico do país.

No princípio deste século renovaram-se as visitas de cientistas estrangeiros (W. Brindley, G. Eugenaud e E. Harlé), mas foi apenas nos anos vinte que estudiosos mais distintos nos visitaram, como H. Breuil, R. Jeannel, E. Recovitza e E. Fleury. Este último publicou, em 1923, o livro "Portugal Subterrâneo" e devido ao seu contributo nos campos da geologia e geoespeleologia nacionais pode ser considerado o "pai" da espeleologia em Portugal.

Na década de trinta verificou-se uma retoma dos portugueses aos trabalhos de arqueologia por A. Athayde, A. M. Nogueira, M. Costa e Mendes Costa, de biologia por F. Frade e de carácter geral por J. Boléo.

Na década de quarenta foi dado outro passo importante para a espeleologia com o aparecimento dos primeiros espeleólogos, os quais começaram como auxiliares e colaboradores das expedições científicas e que posteriormente se agruparam, tornando-se assim autónomos. Ainda nos anos quarenta surgiu o primeiro inventário de cavidades portuguesas, publicado na revista científica e literária de Coimbra "O Instituto" (1945); em 1948 é criado o primeiro clube de espeleologia e publicado um verdadeiro inventário das cavernas calcáreas de Portugal, da autoria de Bernardino e António Barros Machado, resultado dos seus trabalhos nos anos 30 e 40 e A. F. Martins que em 1949 publica um estudo global da geografia física do Maciço Calcáreo Estremenho. É de salientar que esta publicação foi reeditada em 1999.

O fim da década de 40 e o início da de 50 foram de grande importância para a espeleologia, com a exploração do complexo Moinhos Velhos - Pena - Contenda. Em 1957 efectua-se precisamente neste sistema uma expedição de alunos da Universidade de Londres. Assim, Moinhos Velhos e o seu sistema mantêm até 1985 o 1º lugar do "ranking" das cavidades em Portugal. Em 1956 e 1957 foram publicados estudos regionais sobre a Beira Litoral da autoria de A. F. Soares, L. N. Conde e A. F. Tavares.

Nos anos 60 a espeleologia começa a evoluir fora dos meios universitários e científicos: em 1961 é publicado por A. V. Moreira, na Escola Comercial Veiga Beirão, um folheto com o título "Noções de Espeleologia" e em 1963 o mesmo autor publicou "Espeleologia" nos cadernos de Educação Física. A década de 60 caracterizou-se ainda pelo início da actividade espeleológica nos Açores: um clube local, a Sociedade de Exploração Espeleológica - Os Montanheiros, faz explorações na Ilha Terceira; em 1963 V. H. Forjaz descreve uma cavidade da Ilha do Pico; em 1966 foi publicado pelo Centro de Instrução Especial de Espeleologia um trabalho sobre os canais lávicos da Ilha Terceira e em 1967 o Grupo de Espeleologia da Faculdade de Ciências de Lisboa realizou uma expedição aos Açores. Foi ainda na década de 60 que se formaram vários clubes de espeleologia e que surgiram os primeiros cursos de formação.

Na década de 70 a formação de espeleólogos passou a ter melhor qualidade, começando espeleólogos portugueses a realizar estágios em França e os clubes a apostar em cursos de formação. Surgem ainda publicações especializadas como: Speleo (Novembro de 1970), Boletim dos Serviços de Exploração Subterrânea; Espeleo Notícias (1972), Boletim do Gabinete de Estudos Espeleológicos do Centro Universitário de Lisboa; Algarocho (Julho de 1976), Boletim da Sociedade Portuguesa de Espeleologia.

Em 1973 teve lugar o 1º Encontro Nacional de Espeleologia onde estiveram presentes o Centro de Espeleologia de Coimbra, o Centro de Espeleologia de Lisboa, o Núcleo de Espeleologia de Leiria e Torres Novas, o Centro Piloto de Espeleologia e o Serviço de Exploração Subterrânea.

Na década de 80 surgiram mais duas publicações de natureza espeleológica: O Mundo Subterrâneo, da Associação de Espeleólogos de Sintra (1980) e EspeleoDivulgação, do Núcleo de Espeleologia da Associação de Estudantes da Universidade de Aveiro (Junho de 1982). As explorações estrangeiras a Portugal são retomadas em 1983, com a realização de uma expedição francesa à nascente do Alviela.

Em 1985 é publicado o livro "Grottes et Algares du Portugal" de C. Thomas; no mesmo ano o seu trabalho, juntamente com o SAGA - Sociedade dos Amigos das Grutas e Algares, na gruta do Almonda tornaram esta cavidade na 1ª do "ranking" nacional, contando actualmente com cerca de 13 Km de desenvolvimento total. Em Agosto de 1987 realiza-se mais uma expedição francesa ao nosso país, constituída por 12 espeleólogos e 8 mergulhadores que exploraram alguns algares e mergulharam as Nascentes do Alviela e Almonda, chegando na primeira a 425 metros de distância e atingindo a cota de mergulho de - 60 metros. No ano seguinte, uma outra expedição francesa à nascente do Alviela, desta feita com uma equipa da Comissão de Mergulho Subterrâneo da F.F.E.S.S.M., atingiu a cota dos - 78 metros e topografou 820 metros de galerias. Realizaram-se mais algumas expedições ao nosso país em anos posteriores, não só por franceses como também italianos e espanhóis.

Em 1990 surge mais uma publicação versando o território continental, o livro de Lúcio Cunha, "As Serras Calcárias de Condeixa - Sicó - Alveiázere. Estudo de Geomorfologia". Em Abril de 1994, o Grupo de Arqueologia e Espeleologia de Pombal descobre uma importante rede subterrânea na região de Penela, a qual é um dos maiores acontecimentos espeleológicos dos últimos tempos.

No decorrer desta importante descoberta, o Centro de Investigação e Exploração Subterrânea, o Grupo Protecção Sicó, o Núcleo de Espeleologia de Condeixa, a Sociedade dos Amigos das Grutas e Algares e a Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia descobrem, em 1997 - mais uma importante gruta associada ao mesmo sistema - o Algarinho.


Bibliografia:



Autor: Suse Carvalho

QUE ES LA ESPELEOLOGIA?

La exploración de las cavernas y su estudio constituyen el fin de la Espeleología. Esta actividad surge como tal a finales del siglo pasado en Francia. Se extiende por Europa en pocos años.
En su faceta deportiva, ofrece las emociones de las grandes aventuras en la naturaleza.
En el transcurso de un fin de semana o en un solo día, el espeleólogo puede sentirse trasladado a un mundo tan remoto como puedan serlo las profundidades marinas o la superficie de otro planeta.
Desde las cómodas cuevas horizontales hasta las profundas simas, pasando por complejos sistemas laberínticos, hay todo tipo de cavidades que requierendistintos niveles de preparación y experiencia.
La práctica de este deporte requiere cierta preparación física pero es aún más importante si cabe la mental. El aislamiento en un entorno donde se pierden lasreferencias tanto temporales como espaciales y la certeza de estar en ocasiones muy lejos de la salida afectan psiquicamente si no se está preparado para ello.
En una exploración compleja, la autosuficiencia y el espíritu de equipo son fundamentales.
El mundo subterráneo puede ser fantástico o terrible según la preparación o predisposición del visitante.
Como actividad científica, atrae la atención de geólogos, biólogos, arqueólogos y muchos otros que ven en las cavidades subterráneas un entorno adecuado para la investigación.
Desde tiempos lejanos y hasta nuestros días las cuevas han sido refugio y habitat de muchas culturas, siendo uno de los lugares donde los arqueólogos, antropólogos y paleontólogos desarrollan su labor.


Los animales de los espacios subterráneos se han adaptado a este extraño mundo, perdiendo sus pigmentos y la visión, desarrollando a cambio toda una serie de sentidos y estrategias de supervivencia acordes con el medio.

ACTIVIDAD LOCAL: ESPELEOLOGIA EN LA PROVINCIA DE LEÓN

¿Que es la Cueva de Valporquero?

Valporquero es una de las cuevas turísticas mas importantes de España. Situada en plena montaña leonesa, son miles los grupos que cada año recorren la zona habilitada por la Exma. Diputación de León, para las visitas turísticas del nivel superior de la cueva, bajo la cual, existe un nivel inferior por el que discurre un impresionante río subterráneo

¿Como es la actividad?

Se trata de una emocionante aventura en la que utilizamos el mismo material y técnicas que en el descenso de cañones y en la que encontramos rápeles en cascadas, lagos subterráneos, saltos, toboganes, pasos sifonables, etc.
La travesía comienza en la cueva turística para alcanzar el río subterráneo que discurre por galerías impresionantes, hasta salir al exterior. Una vez fuera, continuamos el descenso por el cañón que forma el río hasta las Hoces de Vegacervera.

¿Cual es el nivel de dificultad?

No es necesaria experiencia previa, solo un nivel físico aceptable y ganas de vivir una aventura inolvidable. Nuestros monitores te acompañarán en todo momento para explicarte las técnicas (rapel, saltos, etc) y resolver cualquier duda que tengas

¿Que te proporcionamos?

Material colectivo completo, Neopreno de dos piezas (5 mm), Escarpines, Casco con iluminación eléctrica, Arnés y descendedor.

¿Que tienes que traer?

- Zapatillas deportivas o botas, Bañador, Toalla

¿Cuanto dura la actividad?

- Unas cinco horas, contando el tiempo de preparación y de cueva.