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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O que é possivel no canyoning

http://www.youtube.com/watch?v=cONn3o-KIbQ

Aqui vai um video do canyoning em Portugal

Por:Inês Silva

Itinerários de canyoning nos açores


Canyoning nos Açores


Os Açores são um arquipélago situado na crista Média Oceânica de origem vulcânica e constituído por 9 ilhas, das quais três apresentam excelentes condições para a prática de canyoning: São Miguel, São Jorge e as Flores. Nestas três ilhas a oferta de itinerários de grande beleza é abundante, mas cada uma tem as suas particularidades.A ilha das Flores é a que apresenta maior diversidade de percurso, desde grandes verticais a percursos simples. São jorge é caracterizado essencialmente pelas grandes verticais, mas muitos dos itinerários apresentam uma logística difícil, com necessidade de recurso a barco. Por sua vez São Miguel apresenta percurso essencialmente no interior da ilha e com menor verticalidade.A abertura e prática de canyoning nestas ilhas é muito recente. Segundo as informações disponível o primeiro itinerário aberto ocorreu apenas em 1997.
Actualmente a maioria dos itinerários abertos e equipados foram realizados por equipas da Associação Desnível, que passaram a realizar expedições estágios e formações regulares desde 2003.
Ilha das Flores


A ilha das Flores é a que apresenta maior potencialidade para a prática de canyoning nos Açores devido à abundância e diversidade de itinerários, a uma paisagem impar e a ambientes de grande imponência. A Ribeira do Ferreiro foi o primeiro itinerário de canyoning explorado na ilha, em 2004, por Francisco Silva, Paulo Alves, Maria do Céu Almeida, Pedro Simão e Pedro Vieira, durante a 1ª Expedição de Canyoning nas Flores, organizada pela Associação Desnível.Em finais de 2006, após três expedições e um estágio organizados pela Desnível, existem cerca de duas dezenas de itinerários equipados, sendo em suficiente abundância e diversidade para justificarem a deslocação à ilha para praticar esta modalidade desportiva. Na sua generalidade, os itinerários abertos, são de grande beleza e apresentam níveis de dificuldade muito diversos. Por um lado existem percursos caracterizados por grandes verticais, destinados a técnicos experientes e muito apelativos aos praticantes regulares desta modalidade. Existem ainda itinerários de dificuldade média, com algumas piscinas naturais e verticais relativamente elevadas e, finalmente, alguns bastante acessíveis e por isso com grande interesse para a animação turística.
Principais Itinerários
Costa Oeste – Sector Fajã Grande
§ Monte Gordo
§ José de Fraga
§ Cão
§ Cão Superior
§ Casas
§ Ferreiro


Costa Oeste – Sector Mosteiros/Lagedo
§ Mosteiros
§ Costa Nordeste – Sector Santa Cruz/Ponta Delgada
§ Ilhéus – Troço Superior
§ Ilhéus – Troço Médio
§ Ilhéus – Troço Inferior
§ Alquevins
§ Funda S. Esq.
§ Esguilhão
§ Funda
§ Cascalho – Troço Inferior
§ Cascalho – Troço Superior
§ Ribeira d’Além – Troço Superior

Costa Sudeste – Sector Santa Cruz/Lages
§ Silva
§ Funda
§ Algares
§ Cabo


Ilha de S. Jorge


A actividade de canyoning em São Jorge iniciou-se com a descida de algumas cascatas pela empresa Aventou, contudo os primeiros itinerários de canyoning só foram realizados na primeira expedição de canyoning realizada pela Desnível em 2006. Para além dos canyonings abertos e equipados foi realizado o levantamento do potencial da ilha, tendo a equipa ficado surpreendida com a quantidade e espectacularidades dos itinerários que existem que resulta quer da abundância de água e da geomorfologia da ilha que apresenta grandes verticais com cascatas impressionantes.


Principais Itinerários
§ Caldeira – Afluente Direita
§ Caldeira – Afluente Esquerda
§ Funda – Torço Superior
§ Sanguinhal
§ Fajã Redonda
§ Cedro Troço Superior
§ Cedro – Troço Médio
§ Cedro – Troço Inferior
§ Salto – Troço Superior
§ Salto – Troço Médio
§ Salto – Troço Inferior
§ Cavaletes – Troço Inferior


Ilha de S. Miguel


Na ilha de São Miguel são já conhecidos cerca de uma dúzia de itinerários interessantes. Estes consistem, maioritariamente, em percursos em ravinas, aqui chamadas grotas, com escorrências perenes embora outros correspondam a alguns dos principais cursos de água. Em geral são percursos sem grandes verticalidades, predominando os ressaltos de pequena ou média dimensão.
A primeira abertura conhecida de um itinerário de canyoning nesta ilha ocorreu, em 1997, por João Pedro Pacheco e Paulo Pacheco (actualmente técnico da Desnível). Posteriormente, foram abertos outros itinerários, quer pelo CALLAG, quer pela Desnível.Em 2004, a Desnível realizou uma expedição para abertura de canyonings nesta ilha e, em 2005, realizou um estágio com 20 participantes e um curso de aperfeiçoamento (NII) com formandos pertencentes ao CALLAG, às empresas Picos de Aventura e AvenTour e a dois estudantes.Nestas actividades foram exploradas algumas ribeiras e equipados diversos itinerários. Actualmente existem cerca de uma dezena de ribeiras exploradas para a prática de canyoning nesta ilha.

Principais Itinerários
§ Barrelas
§ Praia Superior – Pico da Vela
§ Praia – Troço Inferior
§ Três Voltas – Troço Superior
§ Três Voltas – Troço Inferior
§ Grande – Troço Superior/Lombadas
§ Grande – Troço Inferior
§ Lime Inferior
§ Faial da Terra Superior
§ Tronqueira
§ Caldeirões – Troço Inferior

http://desnivel.pt/canyoning/canyoning-croquis/canyoning-croquis-acores/


Por:Inês Silva

Principais Itinerários de Canyoning em Portugal Continental

PNPG – Parque Nacional da Peneda do Gerês

Localizado a noroeste do território português, este parque é constituído por três serras principais: Peneda, Amarela e Gerês.
Estas serras são constituídas predominantemente por granitos e localizam-se na região com maior precipitação do continente, atingindo em algumas zonas valores superiores a 200 cm por ano.
No PNPG existem inúmeros itinerários de canyoning, mas a sua frequência está condicionada, nas áreas de ambiente rural, ou proibida, nas áreas de ambiente natural. Por esse motivo não apresentamos informação detalhada desses canyonings. Aconselha-se a recorrer aos serviços do Parque para mais informações e autorizações.

Principais Itinerários


  • Cabril,
  • Castro Laboreiro,
  • Vez,
  • Fafião,
  • Arado,
  • Conho,
  • Ribeira da Peneda,
  • Pomba,
  • Adrão.

Serra de Arga


A Serra d’Arga localiza-se no Alto Minho próximo do litoral, erguendo-se a 825 metros de altitude no Alto do Espinheiro. Esta serra de origem granítica apresenta dois rios com interesse significativo para a prática de canyoning. A partir dos pontos mais elevados, é possível observar-se uma paisagem que abrange uma vasta faixa do litoral norte.

Principais Itinerários

  • Rio Âncora

Serra do Alvão


A Serra do Alvão localiza-se a Noroeste de Vila Real e está parcialmente inserida no PNA e na Rede Natura.
A vertente oeste, exposta aos ventos dominantes e às massas de ar atlânticas, é a mais interessante do ponto de vista da rede hidrográfica e para a prática do canyoning.
A Serra é constituída predominantemente por granitos e xistos separados por uma barreira de quartzitos, os quais proporcionam a existência de fortes desníveis em algumas linhas de água como, por exemplo, as quedas de água das Fisgas do Ermelo.


Principais Itinerários

§ Rio Olo – Fisgas do Ermelo
§ Rio Poio

Serras da freita, Arada e Montemuro

Estas montanhas apresentam cotas mais elevadas entre os 1000 e 1381 metros.
É a região do Continente mais rica para a prática do canyoning, devido à existência de diversos itinerários bastante interessantes, sem restrições e de fácil acesso.

Principais Itinerários

§ Rio Cabrum
§
Rio Pombeiro
§
Rio Caima – Fraga da Mizarela
§
Rio Teixeira
§
Ribeira de Vessadas (sup.)
§
Ribeira de Manhouce
§
Rio de Frades
§
Ribeira de Paraduça § Rio Lordelo
§
Rio Branco

Outras regiões

http://desnivel.pt/canyoning/canyoning-croquis/canyoning-croquis-norte/

Por: Inês Silva


Calculo do valor da velocidade de entrada na àgua nos saltos e a sua velocidade de impacto

Quando um praticante de canyoning executa um salto, está sob acção do campo gravítico terrestre, actuando sobre ele uma força exercida pelo planeta, vulgarmente chamada de peso.
Iremos fazer uns pequenos cálculos de forma a determinar a velocidade de entrada na água. Para isso, consideramos que ao realizar um salto, a pessoa descreve uma trajectória vertical e rectilínea, nas proximidades da superfície terrestre. Neste estudo, desprezar-se-á sempre a resistência do ar, isto é, considerar-se-á que o movimento se realiza no vazio, sujeito apenas à interacção gravítica corpo-Terra.
Uma pessoa, durante um salto tem um movimento uniformemente acelerado. Isto quer dizer que existe uma aceleração com o sentido do movimento. Neste caso tem um valor constante de 9,8 m/s2 .
O valor da velocidade de entrada na água, pode ser facilmente calculado através da Física. A figura seguinte representa um corte transversal de um ressalto, cuja altura, relativamente ao nível da água, é h.
























Figura 4 – Corte transversal de um possível ressalto com altura h, relativamente ao nível da água.


Para se perceber de onde vêm os valores da tabela I, é necessário relembrar dois conceitos: energia potencial gravítica e energia cinética.

A energia potencial gravítica, no planeta Terra, depende da massa do corpo em estudo, da distância a que ele se encontra de um dado referencial. Pode ser calculada a partir da expressão:
onde m é a massa do corpo em kg, g o valor da aceleração a que o corpo está sujeito devido à força de atracção da Terra, e h a altura em metros.
A energia cinética, é a energia associada ao movimento das partículas, ou dos corpos, e pode ser calculada a partir da expressão: onde m é a massa do corpo em kg e v o valor da velocidade em m/s.
Quando o canyonista se encontra na posição de onde vai saltar, ele possui energia potencial, facilmente calculada, e não possui energia cinética, uma vez que o valor da velocidade é zero.

A partir do momento que salta, o valor da velocidade deixa de ser zero, e consequentemente, o valor da energia cinética. Durante a queda, o valor da energia cinética aumenta (valor da velocidade aumenta), e o valor da energia potencial diminui (altura diminui).
Ao nível da água, o valor da energia cinética é máximo e o valor da energia potencial é zero (altura = 0m), a energia potencial transformou-se em energia cinética.
Então:
Na tabela I, relacionam-se os valores das velocidades de entrada na água de um canyonista, e a altura de que saltou.
Na tabela I, relacionam-se os valores das velocidades de entrada na água de um canyonista, e a altura de que saltou.

http://desnivel.pt/canyoning/seguranca-risco/saltos/

Por: Inês Silva

saltos em canyoning

Os saltos são considerados, por muitos, o aspecto mais lúdico de um canyoning, de facto, eles são um grande atractivo para os amantes deste desporto. Permitem superar obstáculos (ressaltos com diferentes medidas, movimento de águas perigosas) sem a utilização de corda, o que permite rentabilizar o tempo.

Apesar da aparente facilidade de execução, são a causa de muitos traumatismos, derivados de golpes contra a superfície da água, contra corpos imersos, ou contra o fundo. É imprescindível, quando se pretende saltar, ter em atenção um conjunto de procedimentos.
Numa primeira fase, seja qual for a altura do salto, ou mesmo num rio que “conhecemos na perfeição”, é obrigatório realizar uma sondagem minuciosa do local de recepção (entrada na água). Se do local do salto não se conseguir fazer um bom diagnóstico da recepção (devido à piscina estar escura, devido a jogos de luz e reflexos na água, ou pelo facto da cor da água não permitir medir a profundidade), então um dos elementos da equipa deverá descer, e proceder à exploração da piscina com óculos de mergulho.

Após efectuada a sondagem, deve indicar aos colegas o local mais apropriado para a recepção do salto e a profundidade aproximada de que se dispõe para parar a imersão, fornecendo ainda outras informações que ache relevantes.
Os saltos, devem ser efectuados de um lugar pouco escorregadio e o mais horizontal possível. Não se deve correr, e o impulso deve ser dado só com um pé, e não com os dois, para que se diminua o risco de desequilíbrio da bacia, para a frente ou para trás, o que poderia provocar uma má entrada na água. Quando se executa um salto, não se deve hesitar, deve-se estar calmo, isto é, a pessoa deve estar à vontade e consciente das suas capacidades para o fazer, porque se não for este o caso, o melhor é transpor o obstáculo mediante outra técnica. Muitos dos praticantes esquecem-se que os saltos nunca são obrigatórios, todos os obstáculos devem poder ser transpostos mediantes técnicas de corda.

Por vezes em saltos mais pequenos, até 4 metros, os praticantes estão de tal forma descontraídos, que após efectuarem o salto verificam que deixaram para trás a mochila, ou outro objecto. Em qualquer salto, todos os praticantes, mas em especial o último do grupo, deve verificar se ficou algo para trás, pois apesar da pouca altura, pode não se conseguir voltar.
Durante o tempo de suspensão, o corpo deve manter-se direito, com os braços recolhidos e encostados ao corpo, como se representa na figura 2. A recepção, deve fazer-se com as pernas fechadas e ligeiramente flectidas, com a cabeça direita e boca fechada.
Em saltos com mais de 4 metros, deve-se retirar a mochila, pois pode criar desequilíbrio, golpear a cabeça, ou rasgar-se no momento da recepção.

Na realização de um salto acima dos 4 metros, o corpo deve estar o mais vertical possível, relaxado e com os braços abertos lateralmente, para manter um bom equilíbrio. A posição de entrada na água, deve ser perfeita, por isso, nos instantes antes da recepção, é obrigatório encolher os braços para evitar o choque com a água.
Os saltos de cabeça, são completamente desaconselhados, salvo em técnicas de águas vivas, ou durante a progressão aquática horizontal, na qual se pretende pisar o mínimo do fundo, sendo esta técnica de salto em prancha.

Os saltos mais delicados, ou mais técnicos, (salto para uma fenda ou marmita muito estreita, salto para um local de recepção afastado na horizontal do local de lançamento, salto para uma piscina pouco profunda), devem ser executados apenas por praticantes que tenham experiência. Por exemplo, num salto para um local onde a profundidade da água é reduzida, no momento da entrada na água deve-se manter os pés firmemente unidos e amortecer o impacto com as pernas ligeiramente flectidas, não muito rígidas, para que se tocarmos no fundo, o impacto com o solo não seja demasiado brusco. Assim, após a entrada na água, deve-se afastar ao máximo os joelhos e os braços, para se criar uma superfície maior e aumentar a força de atrito com a água, diminuindo a distância de paragem. Para que esta técnica seja feita correctamente é necessário um grande sincronismo e experiência, pois não podemos esquecer que se esta postura for adquirida momentos antes de entrar na água, o forte impacto pode provocar lesões graves.

Em modo de conclusão, se arriscarmos a nossa integridade física, podemos facilmente provocar lesões, que rapidamente transformam uma espectacular descida num calvário interminável. A experiência e a boa técnica de salto aliadas ao conhecimento do meio, são indispensáveis para esta forma de progressão.
por: Inês Silva

sábado, 5 de dezembro de 2009

Socorrismo no canyoning


Fazer canyoning é partir à descoberta de lugares paradisíacos rodeados por misteriosos labirintos, onde o leito de um rio ou ribeira, atinge uma importância capaz de abstrair o utilizador de outro lugar comparável.
No entanto, como em qualquer outra actividade exercida ao ar livre, existem perigos que por falta de conhecimentos técnicos e/ ou inexperiência podem pôr em risco a vida humana.
Sabemos que, mesmo para quem tem formação inicial em Primeiros-Socorros, este só deve actuar em casos simples ou de emergência e se não existir a possibilidade de o paciente ser socorrido em tempo útil por um profissional. Assim, a função do socorrista é de garantir um socorro básico e de emergência, que pode ser fundamental para salvar vidas.
Em caso de acidente é necessário manter a calma dos elementos do grupo, o conforto do sinistrado e procurar desenvolver os mecanismos necessários para que o socorro se efectue por profissionais de forma rápida e eficiente.
No entanto, devido à dificuldade de acesso aos locais o socorrista pode ver-se confrontado com a necessidade de desempenhar tarefas que à partida deveriam estar reservadas a especialistas, com a finalidade de garantir que o socorro se efectue em tempo aceitável, evitar o agravamento da situação e, em casos graves, procurar manter os sinais vitais do sinistrado.
Em qualquer dos casos, os meios de resgate e de socorro por profissionais devem ser activados sempre que necessário e o mais urgente possível.
Neste artigo, pretende-se aflorar de forma sumária, os procedimentos a tomar, nas situações mais comuns que podem ocorrer ao descer um canyon.

1. Queda


Devido ao contacto permanente com a água, salvo algumas excepções específicas do rio, o piso torna-se escorregadio o que obriga a uma atenção redobrada na forma como andamos e saltamos.

1.1 Feridas


§ Lavar com soro fisiológico
§ Cobrir com compressa esterilizada

1.2 Suspeita de membros fracturados

§ Se possível retirar a vítima do contacto com a água
§ Colocá-la numa posição minimamente confortável
§ Expor o local, cortando o fato de neoprene/roupa se for preciso
§ Tentar imobilizar a articulação acima e abaixo do local ferido
§ Caso haja topos ósseos à vista: lavar com soro fisiológico e cobrir de forma a manter húmida essa região
§ Se possível transportá-la ou pedir ajuda via 112 (accionar os meios de socorro adequado, equipas de resgate)

2. Afogamento


Ao descer uma cascata, devido ao volume do caudal e/ ou inexperiência, pode ocorrer uma dispneia (dificuldade respiratória).
Em rios com caudais significativos os movimentos de água e sifões podem criar situações iminentes de afogamento

Como evitar
§ Criar o canal de respiração, inclinando a cabeça para baixo e respirando pela boca de forma a controlar a introdução de água.
§ Evitar cascatas com grande caudal e evitar zonas com movimentos de água perigosos
§ Descer a vítima rapidamente ou retirá-la da àgua, pois existe o perigo de afogamento e de choque

Se a vítima continuar com falta de ar:
§ Colocá-la numa posição minimamente confortável
§ Animar/ acalmar a vítima
§ Aquecê-la (cobertura de sobrevivência)

3. Diferenças Térmicas


O canyoning pode ser muito desagradável se o utilizador não estiver preparado para resistir às baixas temperaturas da água e/ ou ao excessivo calor corporal provocado pelas caminhadas num fato demasiado apertado.Por isso a escolha do fato (tamanho, espessura e modelo) é uma das mais importantes decisões a tomar antes de começar a realizar esta actividade.Consultar: “Equipamento necessário para a prática de Canyoning”.

3.1 Queimaduras pelo Frio


§ Palidez
§ Cor rocheada nas extremidades (cianose)
§ Insensibilidade
§ Rigidez
§ Formigueiro
§ Se possível retirar a vítima do contacto com a água
§ Aquecê-la (cobertura de sobrevivência)
§ Animar/ acalmar
§ Ingerir líquidos quentes

3.2 Hipotermia

§ Arrefecimento geral
§ Temperatura abaixo dos 35º

Aquecimento global da vítima, retirando se possível a roupa húmida e substituir por roupas secas ou utilizar manta de sobrevivência

3.3 Choque térmico


Variações rápidas de temperaturaFalta de irrigação de oxigénio no cérebro
§ Suores frios
§ Palidez
§ Tremuras
§ Tonturas
§ Taquipneia (respiração rápida regular)
§ Taquicardia (batimentos cardíacos rápidos)
§ Algumas situações, paragem cardio respiratória

Inconsciente:
§ Se respira, colocá-la em posição PLS
§ Se não respira, iniciar manobras de suporte básico de vida
§ Transportar a vítima ou pedir ajuda via 112 (pode-se colocar a possibilidade de contactar alguém que tenha conhecimentos técnicos em resgate)
§ Verificar sinais vitais minuto a minuto
§ Aquecimento global do corpo

Consciente:
§ Se possível retirar a vítima do contacto com a água
§ Deitar a vítima
§ Desapertar fato/ roupa
§ Elevação dos membros inferiores
§ Aquecê-la (cobertura de sobrevivência)
§ Animar/ acalmar
§ Ingerir líquidos quentes

3.4 Golpe de calor

§ Ambientes quentes e húmidos (efeito sauna) Pele pálida, suada e fria
§ Pessoa apática
§ Desidratação
§ Náuseas
§ Vómitos
§ Dores de cabeça
§ Tornar o ambiente ventilado, retirar ou desapertar fato/ roupa
§ Proceder ao arrefecimento corporal
§ Se a vítima não entrar/ estiver em choque, dar água em pequenas quantidades

3.5 Golpe de calor

Ao percorrer um canyon com uma exposição prolongada com fato de neoprene e com pouca humidade.
Socorro
§ Manter uma atitude calma e serena
§ Retirar a vítima do ambiente hostil
§ Proceder ao arrefecimento hostil
§ Proceder ao arrefecimento corporal

4. Manobras de Suporte Básico de Vida

4.1 Via aérea
Mantenha a permeabilidade da via aérea; Desaperte a roupa e exponha o tórax; Verifique corpos estranhos na boca (comida, próteses dentárias soltas, secreções, etc.)

4.2 Avalie a ventilação
Se ventilar normalmente continue o exame ou PLS

4.3 Circulação
§ Pesquise sinais de circulação
§ Pulso carotídeo
§ Mantenha a via aérea permeável
§ Pesquise se respira VOS (ver, ouvir, sentir)
§ Existência de movimentos
§ Tosse


Se a vítima não ventila, mas tem sinais de circulação…
§ Mantenha as insuflações
§ Ritmo de 10 por minuto
§ Cada insuflação com 2 segundos
§ Aguarde 4 segundos
§ Avalie de novo sinais de circulação ao fim de 1 minuto (10 insuflações)
Se a vítima não ventila, e não tem sinais de circulação…
Inicie compressões torácicas


Mantenha o rácio de 2 insuflações por 15 compressões até que:
§ A vítima recupere
§ Um médico mande parar as manobras
§ Seja substituído
§ Entregue ao técnico na unidade de saúde
§ Exaustão

por: Inês Silva

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Segurança e risco em canyoning








Riscos Inerentes

Embora a prática do canyoning a um nível elementar seja bastante acessível, não está ausente de riscos, que são frequentemente subestimados. Os perigos resultam essencialmente da dificuldade de evacuação e do risco de queda e entorses resultantes do terreno ser muito irregular e escorregadio.
Esses risco podem ser bastante diminuídos se as descidas forem acompanhadas por monitores.

Nos canyons mais difíceis os perigos estão mais relacionados com a dificuldade técnica em montar os rapeis, descer por cascatas de grande caudal, a fadiga e o enregelamento.
Em cascatas altas e caudal volumoso não se aproximar da turbulência causada pela queda da água, pois pode provocar fortes correntes e retornos.

Destacam-se ainda os seguintes riscos:

Salto para piscinas naturais:
Verificar a profundidade da piscina, no caso de existirem dúvidas não saltar.
Ter cuidado com troncos e outros objectos que possam estar no fundo das piscinas.
Devido à turbulência da água e ao ângulo de incidência da luz nem sempre é possível ter uma ideia aproximada da profundidade das piscinas e ausência de obstáculos, mesmo em águas cristalinas.
Nunca efectuar saltos superiores a 10 metros.
As condições dos cursos de água variam regularmente, uma piscina desimpedida num ano anterior pode ter um grande bloco de rocha no ano seguinte.

No rapel:

Existem diversas técnicas de rapel, cada uma é mais adequada para determinada situação.
O rapel sem a corda a passar pelo mosquetão, tão apregoado nesta modalidade, só deve ser utilizado em situações muito específicas e por praticantes com bastante experiência.
Já se verificaram diversos acidentes devido à utilização desta técnica de rapel.

Brusca alteração meteorológica:

Ter especial atenção às condições meteorológicas, nunca fazer um canyoning com condições instáveis. Uma precipitação intensa e localizada pode criar uma enxurrada e colocar em risco toda a equipa que devido à morfologia destes cursos de água, pode não ter possibilidade de fuga.

Descarga de barragens:
Em Portugal alguns dos itinerários de canyoning apresentam a montante mini-hídricas que no caso de descarga súbita podem criar graves situações de risco.
Alguns conselhos:
§ Levar sempre roupa seca guardada num bidon, pois em caso de acidente ou muito frio, é possível recuperar a temperatura corporal.
§ Minimizar o impacto ambiental da actividade.
§ Tomar alimentos energéticos e beber com regularidade para contrariar a forte desidratação do corpo durante a actividade.
§ Levar sempre fato de neoprene, pois a longa exposição à água vai arrefecer o corpo, mesmo nos dias mais quentes.
§ Informar-se das condições do equipamento do canyon e levar sempre equipamento para qualquer eventualidade.
§ Usar sempre capacete, para além da protecção em caso de queda, a água pode arrastar objectos que se projectam com força nas cascatas.


http://www.arlivre.com/actividades/canyoning.htm

http://desnivel.pt/

Por: Inês Silva

classificação e graduação no canyoning

A classificação dos canyonings ainda é um assunto bastante discutido e pouco consensual.
Estes podem ser classificados com base no seu interesse, dificuldade técnica “vertical” e aquática, exposição, continuidade, riqueza e sensibilidade do meio ambiente.

Como o canyoning é praticado em espaços naturais frequentemente de difícil acesso e progressão, desenrola-se num ambiente misto: montanha / água, e requer conhecimentos técnicos associados à progressão com recurso a manobras de cordas, caminhada, escalada e progressão no meio aquático incluindo águas bravas, torna-se necessário adoptar um sistema de graduação dos canyonings com varias variáveis.

Adicionalmente, as condições de descida de um canyoning podem variar bastante, especialmente devido às condições do meio e, principalmente, com a variação do caudal.
Os principais factores que contribuem para a dificuldade e segurança da prática de um canyoning são:

 Equipamento do canyoning (equipado, parcialmente equipado, não equipado)
 Extensão, incluindo o acesso e regresso
 Dificuldade técnica associada à transposição dos obstáculos e progressão no rio
 Caudal e movimentos de água
 Morfologia
 Exposição – queda de pedras, cheias provocadas por descargas, etc.
 Escapatórias
 Facilidade em sair de zona de cheia
 Tempo de permanência em contacto com a água
 Temperatura da água e do meio ambiente
 Facilidade de comunicação e resgate
 Informação disponível
 Factores humanos – conhecimentos, dimensão dos grupos, etc.
Para além da classificação associada à dificuldade, os canyonings podem ser classificados tendo em conta a exposição e extensão e o seu interesse.

Classificação dos canyonings

Os canyonings podem ser classificados tendo em conta diversos factores. Para além da classificação associada à dificuldade, os canyonings podem ser classificados em relação à exposição e extensão e ao seu interesse.

A classificação aqui apresentada tem como base o documento realizado pela Federação Francesa de Montanha e de Escalada (FFME), com apoio da Federação Francesa de Espeleologia (FFS) em conjugação com o Sindicato Nacional de Guias de Montanha (SNGM), o Sindicato Nacional de Profissionais de Escalada e de canyoning (SNAPEC), o Sindicato nacional de profissionais de espeleologia e de canyoning (SNPSC) e a Federação de Clubes Alpinos Franceses (FCAF).
Estas normas foram adoptadas pelo comité director em 27/09/2003.

Classificação do grau de interesse dos canyonings

O interesse de um canyoning é relativamente subjectivo, no entanto é possível, com alguma aproximação, classificar esse interesse tendo em conta a riqueza e beleza natural, o interesse técnico e desportivo e a componente lúdica.
Assim consideram-se quatro níveis:
* Pouco interessante
** Interessante
*** Muito interessante
**** Excepcional
Grau de dificuldade dos canyonings
Embora ainda não exista um sistema de graduação de dificuldade para o canyoning que seja unânime, justificado por ser um desporto relativamente recente e pela dificuldade variar muito consoante o caudal, apresenta-se aqui uma proposta de graduação elaborada a partir de trabalhos desenvolvidos pelas principais entidades do sector tais como a Federação Francesa de Montanha e Escalada e a Escola Francesa de Descida de Canyonings.

O sistema de graduação apresentado refere-se às condições normais dos canyonings (débitos relativamente baixos) e nos períodos mais propícios para a sua descida. Um canyoning fácil, em determinadas situações (por exemplo em cheia ou em condições meteorológicas adversas), torna-se bastante perigoso, ou mesmo impraticável.

Pressupõem-se igualmente que os praticantes apresentam conhecimentos adequados às exigências técnicas da descida, apresentam boa condição física e utilizam equipamento adequado.
Por sua vez, a graduação pressupõe a utilização das técnicas adequadas mais comuns. Por exemplo, pode-se recorrer ao rapel guiado para a maior parte do grupo efectuar a descida e assim diminuir a dificuldade da passagem.

A cotação atribuída a um rio é definida pela O critério mais elevado na escala de dificuldade será o que condiciona a categoria de dificuldade.
A parte psicológica associada à exposição, verticalidade, etc, não é tida em conta nesta proposta de graduação.

A exposição a perigos objectivos, associados à fragmentação da rocha, dificuldade em gerir roçamentos ou à possibilidade de abrigo de queda de pedras, não está suficientemente explorada na proposta de classificação francesa que serviu de base a esta classificação, pelo que foram introduzidas estas variáveis nos graus de dificuldade mais elevados. A dificuldade associada aos saltos só é considerada quando estes são obrigatórios.

Este sistema de cotação apresenta-se dividido em dois indicadores do nível de dificuldade:
* Cotação técnica vertical – V (vertical)
* Cotação aquática – a (aquática)
Cada um deles está dividido em sete classes de dificuldade – 1 a 7, estando o limite superior em aberto.
Por: Inês Silva

A corda no canyoning



Como seleccionar a corda de canyoning?



A corda é o equipamento mais perecível e mais problemático de gerir. No mercado existem diversas opções de cordas possíveis de utilizar em canyoning, mas ainda não existe a corda ideal, nem creio que alguma vez vá existir, poderão é existir cordas mais adequadas a determinadas funções.



Os aspectos essenciais para a selecção da corda são: resistência à abrasão, carga de ruptura, peso, diâmetro, alongamento, deslizamento da alma. Existem ainda outros aspectos a considerar: flutuabilidade, encolhimento, cor e preço.



As cordas dinâmicas são desaconselhadas devido ao seu alongamento que as tornar mais susceptíveis aos roçamentos e dificultar a ascensão.



De facto, as cordas utilizadas em canyoning deverão ser semi-estáticas ou mesmo estáticas.
Tanto se podem utilizar em simples como em duplo, consoante o diâmetro. Uma corda em duplo é sempre mais segura, principalmente se existirem roçamentos, mas mais incómoda no rapel. As cordas tipo B (em geral apresentam diâmetros inferior a 10mm) não devem ser utilizadas em simples, especialmente se existir a possibilidade de roçamentos.



Há poucos anos apareceram no mercado cordas destinadas especificamente ao canyoning, sendo que a sua principal característica é apresentarem a alma em polipropileno, o que lhes permitem flutuar. No entanto, são cordas menos resistentes à abrasão e podem mesmo danificarem-se com manobras aparentemente inofensivas. Geralmente são cordas tipo B que devem sempre ser utilizadas em duplo.



Como, caso se usem técnicas correctas, a flutuabilidade da corda não é um aspecto muito importante, grande parte dos técnicos de canyoning continuam a usar as clássicas cordas semi-estáticas, confeccionadas especialmente para a espeleologia. O diâmetro mais utilizado varia entre os 8mm (corda de socorro), 9mm (utilização desportiva) ao 10 a 10,5mm (utilização intensa e comercial). O principal inconveniente é de não flutuarem e ao fim de algum tempo ficam muito rígidas.



Assim, a corda de progressão a seleccionar, tal como o seu comprimento, deve estar condicionada pelo emprego que se lhe vai dar (individual, comercial, morfologia e rocha do meio, etc.).
A corda de socorro pode apresentar um diâmetro de 8 mm ou então um kevlar de 5,5mm. Alguns defendem que a corda de socorro deve ser dinâmica de 8 a 9mm, pois apresenta a vantagem de se poder utilizar no caso de ser necessário escalar para sair do canyon.



Então passa por utilizar cordas semi-estáticas de 10 mm para utilização comercial ou intensiva e por uma corda semi-estática tipo B de 9 ou 9,5 mm, para uma utilização mais desportiva. Entre estas, a Spelenium 9,5 Gold da Beal, por ser uma corda que comparativa com as concorrentes apresenta um alongamento bastante baixo (1,8%), cor amarela (mais fácil de detectar na água do que as brancas), um deslizamento da alma de 0% e um peso por metro bastante aceitável (55g).
O tamanho da corda é outro aspecto de difícil decisão.




Quanto mais curta menos peso é necessário carregar, por isso o ideal é termos cordas de comprimentos diferentes e seleccionar as mais adaptadas aos canyonings que se vão realizar. Em todo o caso não esquecer que é fundamental levar 3 vezes o comprimento do maior rapel (2Xpara o rapel + 1Xcorda de socorro).
Como exemplo temos que para a Madeira é importante levar cordas de 90 a 100 metros, no Continente entre 20 a 60 metros.



Manutenção e Utilização



As maioria das cordas semi-estáticas vão diminuir de tamanho ao longo do tempo (5 a 10%) e especialmente quando são molhadas a primeira vez.


As cordas novas devem ser molhadas e secas lentamente à sombra, antes da primeira utilização, estas vão encolher cerca de 5% aumentando a sua resistência e reduzir a possibilidade de deslizamento da camisa.



O comprimento das cordas e o meio deve ser marcado com recurso a marcador próprio. No entanto, há quem não defenda esta solução pelo facto de que se for necessário cortar a corda as marcações deixam de ser reais e aumentam as situações de risco. Nestes casos é indispensável alterar as marcações.



Não se deve utilizar qualquer fita ou borracha para marcar as cordas, devendo mesmo retirá-las se estas vierem de origem. Podem bloquear um shunt ou valdotain no rapel, ou ficarem retidas num maillon rapide.



É aconselhável molhar a corda antes de fazer rapel, para diminuir o aquecimento.
Sempre que há potenciais roçamentos devem utilizar-se técnicas específicas para os evitar ou diminuir: rapel alargável dando um pouco de corda entre cada pessoa que desce, utilizar protectores de corda (ou um saco), rapeis guiados, utilizar desvios ou fraccionamentos, etc.

http://www.arlivre.com/actividades/canyoning.htm





Por :Inês Silva

Técnica no canyoning

O canyoning é uma modalidade desportiva praticada em espaços naturais, frequentemente de difícil acesso e progressão.
Desenrola-se num ambiente misto: montanha e água, e requer conhecimentos técnicos associados à progressão com recurso a manobras de cordas, caminhada, escalada e progressão no meio aquático incluindo águas bravas.

Comunicação em Canyoning

Devido aos obstáculos e ao ruído provocado pela água a comunicação oral por vezes é difícil, pelo que é necessário recorrer-se a outras formas de comunicação mais simples, das quais se destacam:
1. Comunicação com sinais sonoros (recorrendo a um apito)
2. Linguagem gestual apresenta grande importância no canyoning

Para além destes tipos de comunicação é aconselhável levar um telemóvel resguardado no tanque estanque, que pode ser bastante útil em caso de acidente. Mesmo que no canhão não exista rede, pode facilitar a comunicação em partes mais altas.
Em determinados locais pode igualmente ser útil recorrer-se a rádios transportados em sacos estanques.
1 – Os sinais sonoros embora limitados, são a comunicação mais utilizada em canyoning sempre que a comunicação normal é difícil. Em relação à comunicação com gestos, apresenta a vantagem de poder ser utilizada mesmo que não haja contacto visual entre as pessoas.

Desta forma um apito é um instrumento indispensável que todos os praticantes de canyoning devem levar em local acessível. Para além dos sinais convencionais em baixo apresentados, os praticantes podem combinar outras combinações para aumentar o expectro da linguagem.

Um apito = Stop, fim da manobra, parar de dar corda;
Dois apitos = Livre, corda livre para outra pessoa começar a fazer rapel;
Três apitos = Dar corda, corda curta ou dar corda porque companheiro está bloqueador;
Sequência de 3 apitos curtos + 3 longos + 3 curtos = Help, Necessito de ajuda, perigo (código morse).
Por: Inês Silva

Equipamento no canyoning


O material a levar varia consoante as características do canyoning, por vezes quase não é necessário equipamento específico, mas é bom estar prevenido, pois pode até ser necessário efectuar um resgate.
Deve fazer-se uma verificação do equipamento antes de sair de casa e no acesso ao rio. Ao arrumar o equipamento é conveniente recorrer a uma lista de equipamento.

Equipamento Individual:


 Fato de neoprene
 Botas
 Arnês
 Descensor oito
 Capacete
 Saco canyoning ou mochila
 Fita dupla de auto-segurança (longe)
 Pedaço de corda para Valdostano
 Diversos mosquetões
 Cordeleta e um bloqueador
 Bidão estanque
 Apito
 Canivete/faca
 Cobertura de sobrevivência e frontal
 Cantil e alimentação


Equipamento Colectivo:


 Corda para rappel (2 x tamanho do maior rappel)
 Corda de resgate (no mínimo igual ao maior rappel)
 Arnês
 Material de equipamento (martelo, pernes, entaladores e pitões)
 Fitas, cordeletas e mosquetões
 Maillons Rapides
 Equipamento para resgate expedito
 Kit de primeiros socorros


Outros
Quanto à logística, á segurança e ao transporte do material devem ser considerados os seguintes aspectos:
Cada praticante deve levar um saco, de forma a se poder distribuir o equipamento por todos os elementos da equipa.
O saco que transporta a corda principal deve levar um bidon (com, por exemplo, a máquina fotográfica) de forma a aumentar a sua flutuação.
Colocar num bidon que não se deve abrir durante a actividade, o vestuário seco, documentos, chaves do carro e, eventualmente, um telemóvel.
Ter uma chave suplementar do carro com outra pessoa.
Cada pessoa que utiliza óculos ou lentes deve levar uns suplentes.
http://desnivel.pt/

Por: Inês Silva

Glossário do canyoning


Barranco - Sulco ramificado escavado nas encostas que impede a formação de cobertura vegetal. Devem-se à intensa erosão provocada pela água da chuva, especialmente nas áreas mediterrâneas. (in Dicionário de Geografia, Edições Sílabo).

Bloqueio do oito - Técnica para bloquear o descensor em oito durante o Rappel.

Canyoning(Canionismo!) - Descida de rios encaixados ou com forte desnível com recurso a caminhada, rappel ou outras técnicas para transposição de obstáculos. Canyoning (ing. UK); Canyonisme ou descentes de canyons (fr.); Barranquismo ou descenso de cañones ou de barrancos (esp.).

Canhão/Canyon - Vale muito encaixado (in Dicionário de Geografia, Edições Sílabo). Vale estreito e profundo de paredes quase verticais (in Enciclopédia Geográfica das Selecções do Reader’s Digest, 1988). Outros termos para designar vales ou linhas de água encaixadas: vale profundo, barranco, corga.

Caos - Aglomerado de rochas no leito de um rio, resultantes de desprendimentos, provocando bloqueios e labirintos difíceis de transpor.

Corda de progressão - Corda utilizada na descida para fazer o rappel.

Corda de recuperação - Corda utilizada para recuperar a corda de progressão.

Corrimão (Main courante) - Corda fixa instalada na horizontal, para auxiliar na progressão em zonas de difícil acesso ou perigosas.

Desvio - Sistema de amarração ou técnica que consiste em utilizar uma ancoragem para desviar a corda da sua linha de rappel ou de tirolesa.

Destrepe - Descida delicada por blocos rochosos sem recurso a cordas.

Escapatória - Lugar pelo qual se pode sair do canhão antes de terminar o percurso. Poderá ser utilizado em caso de emergência.

Escuros - Zona do canhão com fraca ou nula presença de luz, pode derivar de uma passagem subterrânea, de um estreito e encaixe muito grande ou de desabamentos que cobrem parte do leito.

Estiagem - Na época seca, quando o caudal é mais baixo. Garganta, desfiladeiro – Passagem do rio estreita, encaixada entre paredes rochosas.

Fita dupla de auto-segurança (Longe) - Costuma-se utilizar a designação de fita curta e a longa para diferenciar os dois braços da longe.

Fraccionamento - Divisão de um ressalto em mais do que um rappel devido à sua altura, à necessidade de desvio de zonas aquáticas perigosas, à dificuldade na recuperação da corda ou à necessidade de diminuir os roçamentos.

Instalação extensível ou regulável - Modo de instalação da corda de forma a esta poder deslizar em caso de necessidade, por exemplo, para descer uma pessoa bloqueada num rappel.

Linha de vida - Instalação de corda ou fitas ligadas a ancoragens, com objectivo de permitir que as pessoas se auto-segurem em locais perigosos.

Maillon rapide - Pequeno anel metálico com fecho roscado.

Pedal - Pedaço de corda, cordeleta ou fita que forma um laço para apoiar o pé. Utiliza-se para subir por uma corda ou para ajudar a desbloquear-se ou a um companheiro bloqueado num rappel.

Rappel - Técnica de descida por corda, geralmente recorrendo a uma peça designada por descensor.

Rappel com segurança - Rappel normal acrescido de um sistema com possibilidade de bloqueio que serve de segurança. Esse sistema pode ser: segurança de cima com segunda corda, segurança por pessoa a segurar a/as cordas de rappel em baixo, ou utilização de um bloqueador (nó autobloqueante, shunt, etc.).

Rape – Vertaco - Corda depois de instalada no oito passa ainda dentro de um mosquetão, para facilitar a paragem ou aumentar o atrito.
Rappel – Posição rápida - A corda passa directamente no mosquetão sem passar por trás do oito. Só deve ser utilizado em corda dupla.

Rappel extensível - Ver Instalação extensível ou regulável.

Rappel em simples/duplo

Rappel numa corda / rappel em duas cordas.

Rappel guiado - Rappel normal numa corda em simples com o recurso de outra corda tencionada que serve de linha de guia onde se liga através de um mosquetão ou roldana a fita de autosegurança.

Rappel com fraccionamento - Ver fraccionamento.

Rappel com desvio - Ver desvio.

Rappel Suspenso - As cordas e os indivíduos estão afastados da parede, não tocando nela.

Rappel – Recuperação - Acção que consiste em retirar a corda do rappel.

Rappel Recuperável - Instalação realizada de forma a ser possível retirar a corda a partir do ponto de saída (rappel, desvio, tirolesa, corrimão).

Ressalto - Desnível ou obstáculo que é necessário transpor com recurso a técnicas de progressão: rappel, salto, destrepe, tobogãs ou escalada.

Retorno - Movimento de água que à superfície se desloca no sentido oposto ao escoamento da água.

Saco de corda (Kit boule) - Saco para transporte da corda. Deve ter um tamanho adaptado à corda a transportar.

Sifão - Local em que a água escoa sob as rochas.

Tanque estanque - Bidão (bidon).

Valdostano/Valdotin - nó realizado com pedaço de corda no qual foram retirados alguns fios. Nó autobloqueante que pode ser desbloqueado mesmo em tensão.

Tobogã - Rampa com água por onde se pode descer deslizando.
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Por: Inês Silva

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Canyoning – A Modalidade



O canyoning é um desporto onde se pode encontrar uma simbiose entre a natureza, a aventura e o prazer de águas cristalinas. A grandiosidade dos ambientes naturais proporciona uma sensação de descoberta e aventura impares, que atrai um número crescente de adeptos.


Esta modalidade é muito apreciada principalmente porque conjuga algumas técnicas associadas ao montanhismo, com outras da espeleologia e ainda outras das águas bravas. O ambiente é, em geral, de grande beleza paisagística e imponência e são raros os vestígios da acção humana.

Nos últimos anos esta actividade tem crescido significativamente no âmbito do sector da animação turística, sendo que um número elevado de empresas portuguesas já oferece programas com esta actividade. Em Portugal pratica-se essencialmente nas serras do Noroeste, na ilha da Madeira e em três das ilhas açorianas: Flores, São Jorge e São Miguel.

Embora a prática do canyoning a um nível elementar seja bastante acessível, não está ausente de riscos, que são frequentemente subestimados. Os perigos resultam essencialmente da dificuldade de evacuação e do risco de queda e entorses resultantes do terreno ser muito irregular e escorregadio. Nos canyons mais difíceis os perigos estão mais relacionados com a dificuldade técnica em montar os rapeis, descer por cascatas de grande caudal, a fadiga e a hipotermia.

História do Canyoning

Foi a insistente procura de ambientes de beleza impar, protegidos da acção humanizadora e a atracção pela aventura, que levaram os montanhistas e espeleólogos a explorar o fundo dos vales mais profundos, reduto de rios vertiginosos. Devido à morfologia e geologia algumas regiões tornaram-se rapidamente em verdadeiros santuários do canyoning, como é o caso da Serra de Guara, em Espanha e do Verdon, em França.

Sensivelmente a partir de meados da década de 1970, o canyoning tornou-se uma actividade colectiva. Em 1977 Pierre Minvielle edita o primeiro topo-guia com a descrição de diversos canhões, mas foi com a edição topo-guia de Paul Montroue: “Les canyons de Serra de Guara”, editado em 1980, que a modalidade sofreu um grande impulso. Começaram a aparecer os primeiros profissionais que se dedicaram a guiar grupos na Serra de Guara e o canyoning expande-se para outras regiões, nomeadamente para os Pirinéus, Alpes e Maciço Central de França.

O Canyoning em Portugal


Em Portugal a prática da modalidade de canyoning iniciou-se com a descida dos rios Fafião e Cabril no Gerês, em Setembro de 1989, por Francisco Silva e Manuel João. Dois meses depois um grupo de franceses liderado por Fréderic Feu, ligado à empresa de desportos de aventura Atalanta, iniciava as primeiras descidas de canyoning na ilha da Madeira. Nos Açores a primeira abertura de um percurso de canyoning referenciada é de 1997, com a descida do troço superior da Ribeira da Praia, pelos irmãos João e Paulo Pacheco.

No Continente foram abertos e equipados progressivamente novos itinerários, especialmente com o empenho de duas equipas, uma da região de Lisboa (Francisco Silva, Paulo Alves e alguns amigos), outra do Porto coordenada pelo Pedro Pacheco.

Na Madeira após a exploração inicial, alguns madeirenses abriram diversos itinerários, tendo nos últimos anos existido um impulso significativo na prática da modalidade no território, com o trabalho desenvolvido por equipas locais, alguns franceses muito dinâmicos dos quais se destaca o Antoine Florin (que editou em 2007 um Guia com os croquis na Madeira)e diversos técnicos da Associação Desnível. Esta associação passou mesmo a organizar conjuntamente com o Clube Maresia e a partir de 2007 também com o Clube do Seixal estágios regulares: 2003, 2005, 2007 (estando o próximo previsto para 2009.

Nos Açores o grande contributo para o desenvolvimento desta modalidade tem sido dado pela Associação Desnível que, entre 2002 e 2007 já realizou no arquipélago seis expedições, dois estágios, um curso nível II e outro NI.

Autor: Inês Silva