quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Técnica Básica para Downhill?


A chave para um downhill técnico, tipo num singletrack, é relaxar a parte de cima do corpo. Quanto mais inclinada e cheia de degraus a descida, aumenta a tendência do praticante apertar as mãos no guiador. O praticante vê o obstáculo e aproxima-se com os travões accionados. Olha o que acontece com a bicicleta.


Os braços esticados não deixam a roda subir o obstáculo, logo o corpo vai desiquilibrar para a frente e sobre o guiador efectuando uma trajectória em arco.

Nota: Nada de travar a frente antes de obstáculos e mantenha os braços relaxados.


Publicada por José Carvalhinha

Segurança e risco em canyoning








Riscos Inerentes

Embora a prática do canyoning a um nível elementar seja bastante acessível, não está ausente de riscos, que são frequentemente subestimados. Os perigos resultam essencialmente da dificuldade de evacuação e do risco de queda e entorses resultantes do terreno ser muito irregular e escorregadio.
Esses risco podem ser bastante diminuídos se as descidas forem acompanhadas por monitores.

Nos canyons mais difíceis os perigos estão mais relacionados com a dificuldade técnica em montar os rapeis, descer por cascatas de grande caudal, a fadiga e o enregelamento.
Em cascatas altas e caudal volumoso não se aproximar da turbulência causada pela queda da água, pois pode provocar fortes correntes e retornos.

Destacam-se ainda os seguintes riscos:

Salto para piscinas naturais:
Verificar a profundidade da piscina, no caso de existirem dúvidas não saltar.
Ter cuidado com troncos e outros objectos que possam estar no fundo das piscinas.
Devido à turbulência da água e ao ângulo de incidência da luz nem sempre é possível ter uma ideia aproximada da profundidade das piscinas e ausência de obstáculos, mesmo em águas cristalinas.
Nunca efectuar saltos superiores a 10 metros.
As condições dos cursos de água variam regularmente, uma piscina desimpedida num ano anterior pode ter um grande bloco de rocha no ano seguinte.

No rapel:

Existem diversas técnicas de rapel, cada uma é mais adequada para determinada situação.
O rapel sem a corda a passar pelo mosquetão, tão apregoado nesta modalidade, só deve ser utilizado em situações muito específicas e por praticantes com bastante experiência.
Já se verificaram diversos acidentes devido à utilização desta técnica de rapel.

Brusca alteração meteorológica:

Ter especial atenção às condições meteorológicas, nunca fazer um canyoning com condições instáveis. Uma precipitação intensa e localizada pode criar uma enxurrada e colocar em risco toda a equipa que devido à morfologia destes cursos de água, pode não ter possibilidade de fuga.

Descarga de barragens:
Em Portugal alguns dos itinerários de canyoning apresentam a montante mini-hídricas que no caso de descarga súbita podem criar graves situações de risco.
Alguns conselhos:
§ Levar sempre roupa seca guardada num bidon, pois em caso de acidente ou muito frio, é possível recuperar a temperatura corporal.
§ Minimizar o impacto ambiental da actividade.
§ Tomar alimentos energéticos e beber com regularidade para contrariar a forte desidratação do corpo durante a actividade.
§ Levar sempre fato de neoprene, pois a longa exposição à água vai arrefecer o corpo, mesmo nos dias mais quentes.
§ Informar-se das condições do equipamento do canyon e levar sempre equipamento para qualquer eventualidade.
§ Usar sempre capacete, para além da protecção em caso de queda, a água pode arrastar objectos que se projectam com força nas cascatas.


http://www.arlivre.com/actividades/canyoning.htm

http://desnivel.pt/

Por: Inês Silva

CUIDADOS COM O EQUIPAMENTO DE RAFTING

CUIDADOS COM O EQUIPAMENTO DE RAFTING
Cuidando bem, o quipamento dura mais e o atleta não corre riscos

Existem certos cuidados que devem ser tomados com o equipamento para garantir a segurança e a diversão na prática do esporte. No transporte não arraste o bote, carregue-o para evitar desgaste e sujeira, e não coloque equipamentos pesados apoiados no fundo do bote.
Não entre na embarcação com os pés ou equipamentos sujos, e fique sempre atento à pressão: não coloque na água um bote murcho ou muito cheio. Tome cuidado em dias de sol, pois a pressão aumenta muito.
Para preservar o material do bote, ancore em local onde ele não fique batendo ou arrastando na margem e evite deixar o bote no sol, pois os raios UV são muito prejudiciais. Armazene em local sombreado e ventilado, com o botes semi inflado e limpo com água. Caso não haja espaço, esvazie o bote lentamente e dobre em três – totalmente seco –, depois enrole e amarre com uma fita, corda ou o cabo do bote.
Caso o bote rasgue, deve-se fazer um remendo utilizando cola, solvente e tecido igual ao do bote (saiba mais no especial sobre remendos). Certifique-se de que o tecido do equipamento não esteja muito desgastado a ponto de apresentar riscos.
Depois de um tempo de uso, as válvulas podem começar a vazar. Para evitar que isso aconteça, faça a manutenção preventiva. Usando uma ferramenta própria ou um alicate grande, retire a válvula e lave bem. Lubrifique com vaselina e recoloque, certificando-se de que está bem apertada.
O salva-vidas é item obrigatório e podem durar muito tempo se bem cuidado. Use-o durante toda a prática do rafting. Lave depois do uso e deixe secar em local arejado com sombra. A bomba também deve estar sempre limpa e lubrificada com graxa a prova d’água ou vaselina.

http://www.gazetaadventure.com.br/notas.php?id_nota=158&v_sub=

Dicas para o Rafting

Dicas mais importantes para iniciar a descida
A não aceitação de um novo meio, de um risco calculado ou o reduzido à vontade aquático, são condicionantes de relevo numa evolução sem limites neste desporto.
Facilitar o início da actividade é escolher bem o espaço da mesma, o equipamento à medida da condição física do praticante, nível técnico e psíquico.
No quadro de iniciação à navegação em botes, a condição nadador e apreciador da natureza são suficientes para a sua prática. Embora o espírito de aventura, coragem e disposição não bastam para qualquer pessoa se iniciar no rafting, pois é necessário ter em atenção algumas dicas importantes.
O praticante deve determinar em que nível de adrenalina deve começar.
Os experientes em desportos de acção e, principalmente, com o contacto com a água, podem começar em rios de nível mais avançado. Aos mais precavidos e aqueles que não sabem nadar, o recomendado é praticar pela primeira vez em rios de nível de dificuldade mais baixo. A estrutura e serviços oferecidos pelas empresas possibilitam ao iniciado praticar rafting sem qualquer experiência anterior.

Conhecer a fundo a empresa responsável pela descida
Nem sempre a agência que vende o passeio é a mesma empresa que opera. Assim, ao fazer-se uma pesquisa questionar sempre qual é a empresa responsável pela operação.
O interessado deve solicitar folhetos ou consultar o site da empresa.
É importante o quanto a empresa se preocupa com a segurança do cliente durante a descida, se os instrutores têm bastante experiência e se os equipamentos estão em boas condições.
Respeitando os primeiros passos, o praticante estará pronto para entrar no mundo do rafting, conhecer as técnicas e, principalmente, divertir-se.

Regras de iniciação ao rafting
Para se iniciar na prática desta actividade deve cumprir uma série de regras:
 conhecer e cumprir as regras de segurança
 conhecer e dominar as técnicas necessárias
 saber fazer a manutenção do equipamento
 não “queimar” etapas, respeitando o desenvolvimento das suas capacidades e nível de prática
 deve contactar um clube ou uma empresa para realizar a sua iniciação

Regras de segurança básica
 saber nadar
 utilizar sempre colete se flutuação ou salvação
 dominar as técnicas necessárias, nomeadamente saber utilizar a embarcação como bóia de apoio
 verificar a embarcação (providenciar que esta tenha condições de flutuabilidade)
 utilizar capacete sempre que recomendado
 reconhecer o plano de água em que vais entrar
 prever e marcar os locais para apoio de terra
 ter em consideração o clima e equipar-se de acordo com este (calor ou frio)
 nunca praticar sozinho
 evitar as situações de hidrocussão e hipotermia
 aprender a praticar com técnicos devidamente habilitados

http://www.prof2000.pt/users/ruicabral/rafting/primeiros_passos.htm

classificação e graduação no canyoning

A classificação dos canyonings ainda é um assunto bastante discutido e pouco consensual.
Estes podem ser classificados com base no seu interesse, dificuldade técnica “vertical” e aquática, exposição, continuidade, riqueza e sensibilidade do meio ambiente.

Como o canyoning é praticado em espaços naturais frequentemente de difícil acesso e progressão, desenrola-se num ambiente misto: montanha / água, e requer conhecimentos técnicos associados à progressão com recurso a manobras de cordas, caminhada, escalada e progressão no meio aquático incluindo águas bravas, torna-se necessário adoptar um sistema de graduação dos canyonings com varias variáveis.

Adicionalmente, as condições de descida de um canyoning podem variar bastante, especialmente devido às condições do meio e, principalmente, com a variação do caudal.
Os principais factores que contribuem para a dificuldade e segurança da prática de um canyoning são:

 Equipamento do canyoning (equipado, parcialmente equipado, não equipado)
 Extensão, incluindo o acesso e regresso
 Dificuldade técnica associada à transposição dos obstáculos e progressão no rio
 Caudal e movimentos de água
 Morfologia
 Exposição – queda de pedras, cheias provocadas por descargas, etc.
 Escapatórias
 Facilidade em sair de zona de cheia
 Tempo de permanência em contacto com a água
 Temperatura da água e do meio ambiente
 Facilidade de comunicação e resgate
 Informação disponível
 Factores humanos – conhecimentos, dimensão dos grupos, etc.
Para além da classificação associada à dificuldade, os canyonings podem ser classificados tendo em conta a exposição e extensão e o seu interesse.

Classificação dos canyonings

Os canyonings podem ser classificados tendo em conta diversos factores. Para além da classificação associada à dificuldade, os canyonings podem ser classificados em relação à exposição e extensão e ao seu interesse.

A classificação aqui apresentada tem como base o documento realizado pela Federação Francesa de Montanha e de Escalada (FFME), com apoio da Federação Francesa de Espeleologia (FFS) em conjugação com o Sindicato Nacional de Guias de Montanha (SNGM), o Sindicato Nacional de Profissionais de Escalada e de canyoning (SNAPEC), o Sindicato nacional de profissionais de espeleologia e de canyoning (SNPSC) e a Federação de Clubes Alpinos Franceses (FCAF).
Estas normas foram adoptadas pelo comité director em 27/09/2003.

Classificação do grau de interesse dos canyonings

O interesse de um canyoning é relativamente subjectivo, no entanto é possível, com alguma aproximação, classificar esse interesse tendo em conta a riqueza e beleza natural, o interesse técnico e desportivo e a componente lúdica.
Assim consideram-se quatro níveis:
* Pouco interessante
** Interessante
*** Muito interessante
**** Excepcional
Grau de dificuldade dos canyonings
Embora ainda não exista um sistema de graduação de dificuldade para o canyoning que seja unânime, justificado por ser um desporto relativamente recente e pela dificuldade variar muito consoante o caudal, apresenta-se aqui uma proposta de graduação elaborada a partir de trabalhos desenvolvidos pelas principais entidades do sector tais como a Federação Francesa de Montanha e Escalada e a Escola Francesa de Descida de Canyonings.

O sistema de graduação apresentado refere-se às condições normais dos canyonings (débitos relativamente baixos) e nos períodos mais propícios para a sua descida. Um canyoning fácil, em determinadas situações (por exemplo em cheia ou em condições meteorológicas adversas), torna-se bastante perigoso, ou mesmo impraticável.

Pressupõem-se igualmente que os praticantes apresentam conhecimentos adequados às exigências técnicas da descida, apresentam boa condição física e utilizam equipamento adequado.
Por sua vez, a graduação pressupõe a utilização das técnicas adequadas mais comuns. Por exemplo, pode-se recorrer ao rapel guiado para a maior parte do grupo efectuar a descida e assim diminuir a dificuldade da passagem.

A cotação atribuída a um rio é definida pela O critério mais elevado na escala de dificuldade será o que condiciona a categoria de dificuldade.
A parte psicológica associada à exposição, verticalidade, etc, não é tida em conta nesta proposta de graduação.

A exposição a perigos objectivos, associados à fragmentação da rocha, dificuldade em gerir roçamentos ou à possibilidade de abrigo de queda de pedras, não está suficientemente explorada na proposta de classificação francesa que serviu de base a esta classificação, pelo que foram introduzidas estas variáveis nos graus de dificuldade mais elevados. A dificuldade associada aos saltos só é considerada quando estes são obrigatórios.

Este sistema de cotação apresenta-se dividido em dois indicadores do nível de dificuldade:
* Cotação técnica vertical – V (vertical)
* Cotação aquática – a (aquática)
Cada um deles está dividido em sete classes de dificuldade – 1 a 7, estando o limite superior em aberto.
Por: Inês Silva

TÉCNICAS DO RAFTING

TÉCNICAS DO RAFTING

O profissional de rafting Fábio Ramos Lourenção, capitão da equipe Bozo D’água – campeã do Mundial de Rafting 2007 –, dá dicas para uma boa remada. Segundo o atleta, para o sucesso da técnica é importante usar um bom remo.

“Uma boa empunhadura onde você possa controlar o ângulo da pá e segurar com firmeza, o comprimento correto e uma boa pá são fundamentais”, afirma Lourenção. A seguir, confira os tipos de remada e como realizar.

Remada em frente: para um bom rendimento é fundamental que a pá fique inteira dentro da água. O movimento começa bem à frente terminando ao lado do corpo. O movimento rotatório do tronco auxilia na remada

Remada em ré: utiliza o mesmo princípio, só que remando ao contrário e com as costas da pá

Remada alternada: com a ajuda de toda a equipe é possível girar o bote rapidamente através dos comandos direita ou esquerda ré. Quando se pede este comando, o lado oposto continua remando frente. Por exemplo, para virar à direita, se faz direita ré e esquerda frente.

Varredura: técnica usada para mudar a direção do barco. Coloque o remo o mais horizontal possível, sem tirar a pá da água e de uma remada ampla e forte. Funciona muito bem quando se quer mudar de direção sem a ajuda dos passageiros

Puxada lateral: para mover o bote lateralmente sem girá-lo. Geralmente é utilizado quando não há tempo de posicionar o bote adequadamente e deve ser realizado por todos os remadores de um dos lados do bote.

Apoio baixo: quando se está para cair do bote, apóie a pá horizontalmente na água para dar equilíbrio

Apoio alto: quando o bote estiver inclinando, apóie o corpo sobre o tudo, dando uma puxada lateral

Comandos de remada

Para sincronizar os movimentos, existem comandos que são dados pelo guia ou capitão da equipe. “Para o sucesso da descida, é fundamental que todos remem coordenados, acompanhando os dois remadores posicionados na frente do bote (responsáveis pelo ritmo), sempre prestando atenção um ao outro”, explica Fábio. Os comandos de remada são:

Frente: todos no bote remam em frente

Ré: todos no bote remem em ré

Direita ré: as pessoas do lado direito do bote remam em ré, os da direita em frente

Esquerda ré: as pessoas do lado esquerdo do bote remam ré, as da direita em frente.

Parou: todos devem parar de remar, mas sem soltar os remos, principalmente a mão que segura o cabo

Piso ou fundo: todos devem se ajoelhar ou sentar dentro do bote sem parar de remar. Este comando é utilizado para dar maior estabilidade ao bote, geralmente em grandes quedas

Peso à direita ou à esquerda: caso o bote suba de lado em uma pedra, os passageiros devem se posicionar no lado mais alto, deslocando o peso. Isso acontece porque quando o bote encalha tende a virar. Se possível, antecipe a manobra

Técnicas de descida

Utilizando os diferentes tipos de remada e os seguindo os comandos do guia ou capitão da equipe, os remadores também usam de diferentes técnicas de descida em corredeiras. “O primeiro passo é como se localizar no rio. A localização no rio é sempre definida pelo sentido da correnteza e não a sua posição”, indica Lourenção.

O peso do bote mais dos tripulantes cria uma inércia muito grande, que deve ser considerada na hora da manobra. Quanto maior a velocidade do bote, maior a inércia. Por isso, procure sempre diminuir a velocidade do bote e antecipe ao máximo a manobra para que a inércia não o leve para fora da sua linha.

Os remansos - tipo de turbulência nas águas de rio - são muito úteis durante a descida: servem para diminuir a velocidade, ajudar a atravessar o rio e observar a próxima corredeira. Conhecendo o comportamento dos remansos, pode-se aproveitá-los bem. “O remanso tem a parte alta que é a mais forte, no meio a parte mais funda, e a parte de baixo que é mais fraca. Quando a linha de remanso é muito forte, fica difícil de entrar nele, por isto é importante fazer uma boa aproximação para não passar direto”, aconselha o capitão da equipe Bozo D’água.

Existem duas manobras principais utilizadas para descer um rio. A combinação destas gera uma série de diferentes manobras com nomes próprios. As principais são:

Ferring: utilizado para se movimentar lateralmente ou atravessar uma corredeira sem que o bote desça o rio. A posição do bote em relação à corrente deve ser estabelecida de acordo com o sentido da corrente e o ponto aonde se quer chegar. De acordo com a velocidade da água e os obstáculos no caminho, se pode optar em executar o ferring de frente ou de ré. Se a posição do bote é de 45º em relação à corrente, ocorre um forte deslocamento lateral, mas o bote perde velocidade. Já com 15º, o bote se desloca lateralmente sem perder muita velocidade. Para se atravessar uma correnteza de um lado a outro do rio utiliza¬ se os 45º

Giro: é muito utilizado para auxiliar nas manobras em meio às corredeiras. Através de remadas em frente de um lado e em ré do outro lado, o bote giro rapidamente desviando de obstáculos, e se posicionando para tomar uma nova direção

http://www.gazetaadventure.com.br/

A corda no canyoning



Como seleccionar a corda de canyoning?



A corda é o equipamento mais perecível e mais problemático de gerir. No mercado existem diversas opções de cordas possíveis de utilizar em canyoning, mas ainda não existe a corda ideal, nem creio que alguma vez vá existir, poderão é existir cordas mais adequadas a determinadas funções.



Os aspectos essenciais para a selecção da corda são: resistência à abrasão, carga de ruptura, peso, diâmetro, alongamento, deslizamento da alma. Existem ainda outros aspectos a considerar: flutuabilidade, encolhimento, cor e preço.



As cordas dinâmicas são desaconselhadas devido ao seu alongamento que as tornar mais susceptíveis aos roçamentos e dificultar a ascensão.



De facto, as cordas utilizadas em canyoning deverão ser semi-estáticas ou mesmo estáticas.
Tanto se podem utilizar em simples como em duplo, consoante o diâmetro. Uma corda em duplo é sempre mais segura, principalmente se existirem roçamentos, mas mais incómoda no rapel. As cordas tipo B (em geral apresentam diâmetros inferior a 10mm) não devem ser utilizadas em simples, especialmente se existir a possibilidade de roçamentos.



Há poucos anos apareceram no mercado cordas destinadas especificamente ao canyoning, sendo que a sua principal característica é apresentarem a alma em polipropileno, o que lhes permitem flutuar. No entanto, são cordas menos resistentes à abrasão e podem mesmo danificarem-se com manobras aparentemente inofensivas. Geralmente são cordas tipo B que devem sempre ser utilizadas em duplo.



Como, caso se usem técnicas correctas, a flutuabilidade da corda não é um aspecto muito importante, grande parte dos técnicos de canyoning continuam a usar as clássicas cordas semi-estáticas, confeccionadas especialmente para a espeleologia. O diâmetro mais utilizado varia entre os 8mm (corda de socorro), 9mm (utilização desportiva) ao 10 a 10,5mm (utilização intensa e comercial). O principal inconveniente é de não flutuarem e ao fim de algum tempo ficam muito rígidas.



Assim, a corda de progressão a seleccionar, tal como o seu comprimento, deve estar condicionada pelo emprego que se lhe vai dar (individual, comercial, morfologia e rocha do meio, etc.).
A corda de socorro pode apresentar um diâmetro de 8 mm ou então um kevlar de 5,5mm. Alguns defendem que a corda de socorro deve ser dinâmica de 8 a 9mm, pois apresenta a vantagem de se poder utilizar no caso de ser necessário escalar para sair do canyon.



Então passa por utilizar cordas semi-estáticas de 10 mm para utilização comercial ou intensiva e por uma corda semi-estática tipo B de 9 ou 9,5 mm, para uma utilização mais desportiva. Entre estas, a Spelenium 9,5 Gold da Beal, por ser uma corda que comparativa com as concorrentes apresenta um alongamento bastante baixo (1,8%), cor amarela (mais fácil de detectar na água do que as brancas), um deslizamento da alma de 0% e um peso por metro bastante aceitável (55g).
O tamanho da corda é outro aspecto de difícil decisão.




Quanto mais curta menos peso é necessário carregar, por isso o ideal é termos cordas de comprimentos diferentes e seleccionar as mais adaptadas aos canyonings que se vão realizar. Em todo o caso não esquecer que é fundamental levar 3 vezes o comprimento do maior rapel (2Xpara o rapel + 1Xcorda de socorro).
Como exemplo temos que para a Madeira é importante levar cordas de 90 a 100 metros, no Continente entre 20 a 60 metros.



Manutenção e Utilização



As maioria das cordas semi-estáticas vão diminuir de tamanho ao longo do tempo (5 a 10%) e especialmente quando são molhadas a primeira vez.


As cordas novas devem ser molhadas e secas lentamente à sombra, antes da primeira utilização, estas vão encolher cerca de 5% aumentando a sua resistência e reduzir a possibilidade de deslizamento da camisa.



O comprimento das cordas e o meio deve ser marcado com recurso a marcador próprio. No entanto, há quem não defenda esta solução pelo facto de que se for necessário cortar a corda as marcações deixam de ser reais e aumentam as situações de risco. Nestes casos é indispensável alterar as marcações.



Não se deve utilizar qualquer fita ou borracha para marcar as cordas, devendo mesmo retirá-las se estas vierem de origem. Podem bloquear um shunt ou valdotain no rapel, ou ficarem retidas num maillon rapide.



É aconselhável molhar a corda antes de fazer rapel, para diminuir o aquecimento.
Sempre que há potenciais roçamentos devem utilizar-se técnicas específicas para os evitar ou diminuir: rapel alargável dando um pouco de corda entre cada pessoa que desce, utilizar protectores de corda (ou um saco), rapeis guiados, utilizar desvios ou fraccionamentos, etc.

http://www.arlivre.com/actividades/canyoning.htm





Por :Inês Silva