segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Picos de Europa

Desculpem pela demora, afinal a actividade teve início no dia 26 de Novembro, mas só agora tenho tempo (e disposição) para escrever sobre ela.
Esta foi mais uma actividade realizada no âmbito da disciplina de Desportos de Aventura em Meio Terrestre organizada pelo Doutor Luís Quaresma, na qual participaram apenas 5 aluno, a Débora, a Inês, o João, o Davide e eu.
O ponto de concentração foi na UTAD, de onde saimos na “Princesa” (auto-caravana) em direcçao aos Picos de Europa.
Todos sabíamos que a viagem que nos esperava seria longa. O almoço foi realizado numa área de serviço já em território espanhol.
O nosso primeiro dia acaba já dentro do parque nacional dos picos da europa na pequena aldeia de Sotres.
O segundo dia começou calmamente, com a preparação de todo o material para se realizar a subida até ao Refúgio do Urriello que está situado a 1960 metros de altitude, este abrigo está localizado numa base do Pico do Urrillo ou Naranjo de Bulnes. Quando começamos não fazíamos a real ideia da longa caminhada que nos esperava, foram precisas 4 longas horas a caminhar com todos aquele material às costas, quando finalmente chegamos ao abrigo foi um grande alívio para todos, o abrigo estava sem electricidade, apenas uma pequeno pormenor no meio da alegria em encontrar um lugar sossegado para relaxar e recuperar o fôlego.
Durante a nossa estadia no refúgio tivemos tempo para conhecer o Sr. António, era para um dos guardas do refúgio e o cozinheiro. Disse-nos que passava cerca de 11 meses por ano no abrigo, ele ali simplesmente era feliz, na sua vida já tinha sido durante cerca de 20 anos marinheiro e já tinha conhecido o mundo.
Após o jantar planeamos o dia seguinte, infelizmente as condições meteorológicos não eram as melhores e decidimos que não iríamos até ao pico mais alto Torre Cerredo 2648metros.
Após uma noite bem dormida no abrigo acordamos com uma paisagem de uma beleza espectacular, mas as condições meteorológicos tal como o Sr. António nos havia dito não melhoram então realizamos um pequeno trek a subir até 2300 numa base no Pico do Urriello, após a realização do trek descemos até à nossa base móvel a “Princesa”, durante a descida as condições não eram as melhores condições, um vento forte, inconstante e em várias direcções.
Já estávamos quase a meio da descida quando a Débora teve um pequeno acidente, após uma queda quando se tentava levantar o vento atirou-a para o chão e ela fez uma “entorse” do joelho (segundo o que nós pensamos ter sido, mas de concreto não temos certezas).
Tivemos que parar e distribuir o material que ela trazia pelo restante grupo que entretanto prosseguiu, enquanto que eu a Débora descíamos lentamente e como não tínhamos muletas ela veio apoiada em dois bastões. A descida foi lenta mas correu bem afinal não houveram mais percalços.
Após chegarmos a base móvel fomos até um parque de estacionamento onde tomamos banho e preparamos o nosso jantar, depois disso fomos ver o jogo Sporting-Benfica numa café na aldeia de Arena de Cabrales.
No fim do jogo após aquele momento de conversação e relaxe fomos dormir, estacionamos a “princesa” perto de Poncebos para no dia seguinte irmos fazer a famosa garganta do rio Cares.
Mais um amanhecer nos picos de europa, mas uma soberba paisagem ao acordar.
A garganta de Cares é uma caminhada ao longo do rio Cares, mais uma vez podemos ver paisagens de uma beleza indescritível. Devido à sua condição de saúde a Débora ficou a tomar conta da “princesa” enquanto o resto do grupo caminhava.
Quando acabamos a caminhada fomos até a cidade de Cangas de Onís que era para no dia seguinte visitarmos a casa de interpretação dos Picos de Europa, aproveitamos a noite para ver uma um jogo de futebol Barcelona - Real Madrid. Passamos a noite no parque da estação de camionagem da cidade e mal acordamos tentamos ir a Casa d´Água mas para nosso azar agora são apenas escritórios do parque, o centro de interpretação dos picos mudou de localização!
Como não podíamos vir embora de mãos abanar, realizamos umas comprinhas rápidas, para recordação desta nossa visita aos picos de Europa, tiveram mesmo de ser rápidas pois a viagem era longa e também os euritos não eram muitos…
Após a longa viagem chegamos todos imensamente cansados mas super satisfeitos e com aquela sensação de que valeu a pena ….

AS FOTOS DESFORMATARAM O TEXTO DESCULPEM !!!!

sábado, 19 de dezembro de 2009



MERGULHO NOS AÇORES


As condições excepcionais de localização dos Açores, quer a nível climático, quer a nível de correntes marítimas proporciona condições únicas para a prática de mergulho, tornando possível, no mesmo mergulho observar diversas espécies de fauna e flora submarinas.
Uma das vantagens de praticar mergulho nas ilhas através de alguma das várias agências que o facilitam, é a de que estas mantêm grupos de dimensões reduzidas. Entre uma a cinco pessoas são normalmente os grupos admitidos e, ano raras vezes são acompanhados por profissionais especializados em biologia marinha
A melhor altura para esta actividade será entre os meses de Junho e Novembro, se bem que é possível praticá-la durante todo o arco do ano. As águas límpidas garantem uma boa visibilidade (em dias bons pode ultrapassar os 60 metros), a qual associada às temperaturas amenas fazem do mergulho uma actividade a não perder.
Para qualquer uma das modalidades de mergulho é possível encontrar nos Açores agências que disponibilizem equipamento, acompanhamento por pessoal especializado.
Em São Miguel, por exemplo, é possível encontrar agências que o façam por cerca de 30 euros.

Normalmente, à costa das ilhas do triângulo (São Jorge, Pico e Faial) as condições são particularmente excepcionais. Aqui os operadores de mergulho praticamente garantem um encontro com algumas das mais sensacionais espécies do Atlântico. É também frequente uma passagem mais atenta por algumas formações rochosas resultantes de erupções vulcânicas transactas.
É frequente avistar-se cardumes de chicharros, cavalas, bicudas, atuns de barbatana amarela, entre outros. Espantoso é sempre o deparar com uma manta, o que não é de todo assim tão raro, mesmo com algumas espécies de maiores dimensões. As tartarugas também se costumam fazer notar por estas bandas. Outras espécies mais pequenas da vida subaquática como lagostas, polvos, estrelas, ouriços e aranhas do mar, moreias, enfim são também fáceis de encontrar.
Menos usual mas porventura ainda mais espectacular é o mergulho nocturno: o plâncton luminescente consegue atribuir uma aura única ao fundo do mar. Do mesmo modo, alguns shrimp bem como nudibranches e anémonas criam uma surpreendente variação cromática soba as águas.
Ao largo da ilha de Santa Maria há cerca de 55 spots de mergulho recheados de grutas, passagens, enormes paredes e planícies subaquáticas. De novo, a forte possibilidade de encontrar as mais diversas espécies de vida oceânica num curto alcance faz as delícias de qualquer mergulhador. Algumas agências facultam certos tipos mais específicos de mergulho tais como o towed dive, o scooter dive ou o blue water dive.
Já a cerca de 20 milhas ao largo de Santa Maria há dois spots particulares para mergulhadores em melhor forma: são eles a Baixa Ambrósia (uma elevação com cerca de 40 metros) e o Dollabarat (uma elevação subaquática que vem desde centenas de metros de profundidade a uns escassos 4 metros sob a água. Nesta área é frequente avistar-se tubarões).
Para os menos experientes há ainda a modalidade de snorkeling que também possibilita alguns momentos únicos. Se o mergulho é por um lado uma actividade capaz de proporcionar momentos inesquecíveis, é importante por outro lado não esquecer que deve sempre respeitar-se ao máximo todas as espécies marinhas bem como o seu habitat.







Ataques de animais


Apesar de pouco comuns, podem causar lesões nos mergulhadores exigindo socorro imediato e a intervenção médica em alguns casos.
Na verdade o imaginário popular, aumentado pela imagem distorcida dos filmes cinematográficos, aponta o tubarão como o mais sério dos ataques dos animais marinhos. Entretanto, estatisticamente, morrem mais pessoas picadas por abelhas e atacadas por hipopótamos, que mergulhadores mordidos por tubarões. Mesmo numa escala bastante reduzida, comparado a outros tipos de ataques de animais sob a face da terra, o ataque de tubarões é mais comum contra banhistas e surfistas do que contra mergulhadores. Tal fato se explica principalmente porquanto ataques de tubarões ocorrem na esmagadora maioria como uma forma equivocada de alimentação, uma vez que o ser humano, efectivamente, não faz parte da sua cadeia alimentar.
Os mergulhadores estão mais sujeitos a lesões causadas por animais que possuem espinhos, como raias ou ouriços do mar, ou que produzem substâncias urticantes, como por exemplo, as águas vivas. Também na grande maioria, tais ferimentos ocorrem de forma acidental, quando o mergulhador entra em contacto com estes tipos de animais.
Um conhecimento um pouco mais apurado e uma cautela maior quando na presença destes animais, evita na quase totalidade dos casos, acidentes e ferimentos.


Resgate 
O curso de Rescue Diver é um passo fundamental na expansão do conhecimento e experiência do mergulhador, além do nível puramente recreativo. A graduação Rescue Diver é um dos pré-requisitos para todos os níveis de treino de Liderança (Dive Supervisor, Assistant Instructors e Open Water Scuba Instructors). Assim sendo, o curso Rescue Diver é conduzido de maneira realística quanto a conduta, conteúdo e abordagem. A interacção, cooperação, discussão, variedade e flexibilidade durante o treino de habilidades são enfatizados e altamente valorizados.

Objectivo:


- Treinar, preparar e certificar candidatos para reconhecer, prevenir e agir diante de situações de emergência encontradas no ambiente do mergulho recreativo;
- Ensinar e praticar técnicas de resgate de maneira efectiva numa atmosfera de realismo em um ambiente controlado;
- Prevenir a necessidade do uso de habilidades de resgate. Através do enfoque dos aspectos profiláticos, trabalhando de maneira efectiva os fundamentos e capacidade de auto-resgate do candidato;
- Expandir o conhecimento teórico do candidato sobre os assuntos relacionados aos acidentes de mergulho e primeiros socorros;
- Expandir o conhecimento teórico e prático sobre os equipamentos de emergência;
- Conscientizar o candidato de sua importância como vector de propagação das práticas seguras da actividade de mergulho;
- Fornecer a formação necessária sobre segurança e acidentes do mergulho para que o candidato possa atender aos pré-requisitos do curso de Dive Supervisor.

Pré-requisitos:

- Idade mínima: 16 anos;
- Curso Avançado ou certificação equivalente, com as mesmas especialidades.
- Ter no mínimo 25 mergulhos logados;
- Exame médico conforme padrões gerais de cursos;
- Certificação em primeiros socorros dentro da validade.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Subidas - Preparação Física e psicológica

No BTT, as subidas são um ponto chave para vencer ou perder uma prova e um grande desafio também para aqueles que não competem. Elas exigem muito dos atletas, tanto física quanto psicologicamente.

Preparar-se para as subidas é de grande importância principalmente para aqueles que querem enfrentar os desafios de uma prova de cross-country.


Numa uma prova, treino ou pedalada, procure sempre entrar numa subida com a marcha certa para facilitar a tração e evitar a perda de equilíbrio em cima da bike. Para subir em pé use o bar end como alavanca e procure desenvolver velocidade (velocidade não quer dizer marcha pesada). Deve-se sempre procurar a marcha ideal para cada tipo de subida e de terreno.

Por exemplo: numa subida curta seguida de uma descida é normal que se use marchas mais pesadas para não perder a velocidade. Mas num terreno íngreme e longo deve-se utilizar uma marcha mais leve e apropriada para o ritmo de cada um. Nas subidas longas ou provas muito longas subir sentado e tentar impor um ritmo que seja sustentável até o final é uma boa medida, pois um esforço exagerado pode ser fatal e custar algumas posições até a bandeirada final. Cada atleta tem suas características e estilo próprio de pedalada. O importante é que cada um respeite o limite do seu corpo.


Subidas longas - Em subidas longas é necessário saber dosar a energia e o ritmo para não se desgastar demais no início, o que viria a prejudicar o rendimento do atleta do meio da prova para o final. O ideal é procurar sempre impor um ritmo que você suporte, o ritmo da pedalada também é importante. Usar a marcha certa com uma cadência que seja confortável para cada um é um ponto importante a se reparar. Às vezes a cadência do seu adversário não é a mais confortável para si.

Quando empurrar a bike - Assim como saber manter-se de forma sustentável durante uma subida, é importante perceber o momento em que é melhor descer e empurrar a bicicleta. Principalmente em subidas íngremes, o esforço físico feito para vencê-las nem sempre é vantajoso. Além disso, o atleta corre um grande risco de se desequilibrar e tombar de lado, podendo ferir-se.

Quando perceber que está sofrendo um desgaste físico muito grande, não hesite em descer da bike e empurrá-la rapidamente por alguns metros até encontrar um terreno mais plano. Este pequeno descanso também poderá ser importante psicologicamente.

O fator psicológico - É notorio que, além de um grande desgaste físico, as subidas causam muito desgaste psicológico mesmo nos atletas mais preparados. Dor, falta de ar e a sensação de desconforto podem ser minimizadas com um melhor preparo físico. Quanto melhor preparado fisicamente, menos o atleta ou praticante sofrerá diante deste desafio e melhor aproveitará as suas pedaladas. Fazer exercícios regularmente e treinar sempre que possível em terrenos de subida são ações que ajudam bastante.



Bibliografia




Alimentação

Deixo-vos um link para um sítio ligado ao BTT, em que nos apresenta um post muito interessante no que a alimentação do atleta diz respeito.


http://site.gatoesbtt.com/index.php?option=com_content&task=view&id=25&Itemid=95

Videos das categorias do Rafting

Eu sei que ja falei das categorias das provas mas as so tem la uma descriçao agora vou por videos
assin é mais facil preceber cada uma das provas !!!

Descenso ou downriver



Slalom



Sprint

Combustíveis para o exercícios físico

Os complementos alimentares, Indicados a quem sofre deficiência nutricional ou pratica alguma actividade física, devem incluir no rótulo a especificação: “Recomendável para atletas”.

Energéticos
O que são : Barras, Gel ou em pó solúvel onde a concentração de carboidratos é de noventa por cento .
Como funcionam : Como os carboidratos contidos nos alimentos, mas com a diferença de que estes são absorvidos pelo organismo em um terço do tempo, desfazem-se e transformam-se na glicose que, uma vez nas células, será combustível para um processo químico que resulta em mais energia para o corpo.
Para quem são indicados: Praticantes de exercícios que exijam grande força física, como musculação ou corrida, somente nos casas em que se exceder uma hora de duração.
Efeito: Aumentam em dez por cento o tempo que o corpo aguenta um exercício sem se cansar. Quando consumir: Até três horas antes do exercício.
Comentários: Só para exercícios pesados.
Proteicos
O que são: Barras ou em pó solúvel com cinquenta por cento na sua composição.
Como funcionam: As proteínas são absorvidas pelo organismo em meia hora, não em duas como os alimentos . Têm um papel fundamental na reconstituição do músculo, cujas fibras rompem-se sempre, em maior ou menor grua, durante o exercício.
Para quem são indicados: Pessoas que praticam, pelo menos três vezes por semana, durante uma hora, exercícios com sobre carga para os músculos .
Efeito: Ajudam a recompor os músculos até quarenta e oito horas, algo que o corpo faz naturalmente em setenta e duas horas.
Quando consumir: Até uma hora após o treino.
Comentário: Só são úteis para quem faz com frequência exercícios pesados.
Isotónicos
O que são: Bebidas com sais minerais, como o sódio, o cloreto e o potássio.
Como funcionam: Ajudam a repor estes minerais, que são eliminados no suor . Têrm uma composição semelhante à da própria célula.
Para quem são indicados: Desportos que envolvam corrida, mais de uma hora , ou actividades físicas sob o sol durante quarenta e cinco minutos.
Efeito: Durante o treino, repõem os minerais no momento em que estes são eliminados, ajudando a evitar a desidratação. Após a actividade física aceleram a reposição dos minerais. Fazem em meia hora o que acontecia por meio da alimentação durante um dia.
Quando consumir: Durante o treino ou até seis horas depois deste.
Comentário: Não faz qualquer sentido beber o isotonico antes do exercício, uma vez que não houve perda de água e sais, nem quando não há qualquer necessidade especifica.
Shakes
O que são: Pós solúveis em leite ou água cuja fórmula contem carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais.
Como funcionam: São substitutos das refeições. A diferença deles com um bom proto de comida é que os shakes quantificam o nutrientes e fazem uma reposição deles sob medida de quem necessita mesmo.
Para quem são indicados: Pessoas que praticam exercícios intensos quatro vezes por semana, durante pelo menos uma hora ou duas vezes ao dia.
Efeito: Para o exercício nenhum. A sua única função é repor determinados nutrientes na medida correcta, o que é útil para quem ficou sem eles depois de uma actividade física intensa, algo que só um nutricionista pode diagnosticar.
Quando consumir: Na refeição seguinte ao treino.
Comentário: Já mais usar sem necessidade ou em excesso. Não têm todos os ingredientes necessários ao organismo.
Atenção a água é imprescindível ao bem estar.
Já o mesmo não se pode dizer de alguns complementos alimentares.
O valor da alimentação : Como obter nos alimentos a mesma quantidade de nutrientes oferecida pelos complementos:
Energético: 1 barra = 100 ml de beterraba
Proteico: 1 barra = 250ml de iogurte
Isotónico: 1 copo = 1 copo de sumo de ananás ou laranja
Shake : 1 copo = vitamina de leite com maçã, beterraba , castanhas , mel e uvas
Bibliografia:
Revista FOCUS escrito por Mónica Weinberg / Sílvia Pereira
Pesca submarina

A pesca submarina é feita sem aparelhos de respiração artificial, mas o mergulhador pode usar armas para abater os peixes. Para evitar a pesca predatória, é proibido usar cilindro de oxigénio para a prática. A pesca submarina ocorre tanto em rios quanto no mar ou em lagos. Tudo deve ser em apneia, com a respiração presa. Por causa dos perigos, a actividade é hoje considerada um desporto radical. Um dos riscos que o pescador corre é a falta de oxigenação que acomete quem mergulha mais fundo do que deveria. Sem oxigénio, o cérebro perde o controle motor, e o corpo treme como se o mergulhador estivesse dançando. Quem não recebe socorro a tempo desmaia e pode até morrer. A vontade de mergulhar fundo já acompanha o homem há séculos, desde quando os polinésios desgastavam cascos de tartaruga até ficarem transparentes e os usavam como lentes em armações de madeira. Na Antiguidade, o azeite era usado para melhorar a visão, já que a oleosidade altera o índice de refracção da água. Até Leonardo da Vinci desenhou um snorkel semelhante aos actuais. Comparadas aos equipamentos modernos de hoje, as invenções do passado parecem história de pescador!

DE TIRAR O FÔLEGO 
Mergulhador tem que ter paciência, roupas especiais e armas para se dar bem

INSPIRAÇÃO
Para aumentar o fôlego e conseguir ficar debaixo d’água por mais tempo, o caçador faz exercícios respiratórios na superfície. A hiperventilação, técnica de respirações lentas e profundas para oxigenar o corpo e expulsar o gás carbónico, garante até quatro minutos de fôlego submarino!

BALÉ SUBMARINO
O mergulhador não pode chegar dando tibum na água, para não assustar os peixes. Além disso, os movimentos têm que poupar energia. Por isso, ele usa uma técnica chamada golpe de rim, que lembra um balé: prende o fôlego, dobra o corpo ao meio, joga as pernas para o ar e afunda aos poucos.

À ESPERA
Perto da superfície, a técnica mais usada é a pesca de espera, que exige relativamente pouco esforço, mas muita paciência. O pescador fica imóvel e espera que os peixes curiosos se aproximem. Quando o cardume se aproxima, basta atirar e fazer a festa. Esta caça costuma abater tipos como robalo , mas também pode ser usada mais no fundo do mar.

INVASÃO DE PRIVACIDADE
Em profundidades intermediárias, uma das técnicas usadas é a caça de toca. O mergulhador vai até a morada de peixes, como badejo e sargo, e ataca pelos lados, para pegar de surpresa. O peixe geralmente é arisco por causa de ataques anteriores. Exemplares maiores podem até matar se na fuga baterem de frente com o caçador.

MODA SUBMARINA

O mergulhadora precisa estar prevenido: a roupa de neoprene protege do frio e de cortes, e máscara, luvas e botas de borracha também são indispensáveis. As nadadeiras ajudam a se deslocar. A faca serve para cortar redes ou o cinto de lastro, que dá estabilidade, mas, se pesado demais, impede uma volta à superfície rápida. A bóia lá em cima avisa que existe mergulhador por perto.

DE PASSAGEM
No fundo do mar, é comum usar a técnica da pesca de passagem, que visa os peixes que sempre ficam em trânsito, como atum e dourado. Pode acontecer em águas oceânicas a até 70 metros de profundidade. A táctica é a mesma da pesca de espera: passou, atirou. As armas precisam ser grandes porque os peixes nessas circunstâncias também é maior.

TIRO AO ALVO
Com gatilhos sensíveis,  armas só devem ser carregadas dentro d’água

ARBALETE
Duas tiras de borracha seguram o arpão. Com o disparar do gatilho, a borracha é solta e o arpão "voa" em direcção ao peixe, mas com um fio de náilon junto. Depois do tiro, é só seguir o fio e pegar o peixe.

ESPINGARDA
Quando a arma é carregada, o compartimento de ar comprimido fica sob a pressão de um êmbolo no cano. Na hora do tiro, o ar empurra o êmbolo no sentido contrário e projecta o arpão, também preso por um fio.  

TIRO AO ALVO
A melhor parte para acertar o peixe é a cabeça, sobretudo o olho, porque a morte é instantânea. Outra região vulnerável é a cauda – o arpão pega a coluna vertebral e desnorteia o bicho. O abdómen, que não prende o arpão, deve ser evitado.~




International Rafting Federation

Este é o organismo que tem a responsabilidade do rafting mundial
tanto ao nivel de formaçao dos guias como organizaçao de provas


(filme de promo de uma prova)

tudo sobre a esta modalidade

http://www.intraftfed.com/

Packraft

Packraft é uma inovaçao no rafting
um raft so de uma pessoa



muita informaçao em:

http://en.wikipedia.org/wiki/Packraft
http://www.aktrekking.com/Packrafts/

Informação sobre barcos e Segurança

O "rafting" é um esporte que oferece riscos naturais, por isso, a segurança é a nossa maior preocupação. O objetivo principal da Aventur Turismo é fazer com que todos aproveitem ao máximo o percurso do passeio, mas terminem seguros, satisfeitos e sem qualquer dano pessoal.

A Aventur Turismo utiliza botes modernos e importados, produzidos com material de alta tecnologia, seguros, resistentes, projetados especificamente para a prática do "rafting". Os equipamentos de segurança usados pelos guias e turistas são adequados e aprovados para esse tipo de atividade. Pedimos para que todos os clientes sejam "fiscais" e que cobrem de nossa empresa, como o mínimo para uma descida segura, os seguintes itens (todos da Federação Internacional de Rafting - IFR):


• Em nenhum momento, por motivo algum, seja permita lotação dos botes acima de sua capacidade.
Botes
- Desenhados para navegar em corredeiras (tanto de frente como de ré), com o tamanho apropriado para o rio e com finca-pés (não obrigatório até classe III, mas aconselhável);
Capacidade permitida para os botes:
- 3,00m a 3,54m - 4 pessoas;
- 3,55m a 3,90m - 6 pessoas;
- 3,91m a 4,10m - 7 pessoas;
- 4,11m a 4,50m - 8 pessoas;
- 4,51m a 4,80m - 9 pessoas;

o Dois cabos de resgate por bote;
o Colete com proteção de todo o tórax e costas, com aba para a cabeça, de material resistente, com regulagens fáceis, para que sirvam em diversos tamanhos e com fixação abdominal ou outra de mesma função;
o Capacete com uma boa proteção de impactos, proteção para orelha, furos e flutuação positiva;
o Todas as descidas devem ser acompanhadas de um "kaiak"/"duck"/bote de segurança ou outro sistema, que atenda adequadamente à segurança;
o Ter, no mínimo, um kit de primeiros socorros por descida;
o Ter, em local de fácil acesso, na base de operação ou veículo de apoio (em caso de expedição), equipamentos como maca, colar cervical, extintor;
o Disponibilizar um plano de emergência com rota de fuga.


Grau de Dificuldade

A classificação internacional das corredeiras tem seis níveis.
Classe I : Pequenas ondas.
Classe II: Ondas um pouco maiores, mas com passagens ainda largas e evidentes.
Classe III: Corredeiras com ondas altas e irregulares que requerem manobras mais elaboradas.
Classe IV: Corredeiras longas, passagens estreitas e turbulentas, que pedem manobras cuidadosas. O "scout" é geralmente necessário e o resgate pode ser complicado.
Classe V: Corredeiras extremamente difíceis. Passagens obrigatórias exigem manobras complexas para entrar e sair da queda. "Scout" e esquema de segurança nas margens são altamente recomendados.
Classe VI: Praticamente intransponíveis, pois apresentam alto risco. São ultrapassados por portagens. Pessoas altamente especializadas já tentaram enfrentá-las.

É de grande importância a conscientização de cada empresa, em utilizar botes de acordo com a classificação dos rios em que opera, especialmente, o tamanho e a capacidade de ocupantes.

Descidas em dias posteriores às cheias, quando há um grande aumento no volume das águas dos rios, merecem atenção especial, pois existe o risco de possíveis troncos ou galhos estarem posicionados em locais perigosos. Portanto, nesses dias, deve-se tomar uma medida de precaução: checar os locais onde o perigo é iminente, antes de fazer qualquer tipo de descida.

http://www.aventur.com.br/site/rafting/seguranca.asp

Guias de Rafting

tudo sobre as categorias dos guias de rafting

http://en.wikipedia.org/wiki/Raft_Guide

Categorias e competições de rafting

Federação Internacional de Rafting, divido a modalidade em três categorias em suas competições oficiais: sprint, slalom e descenso. Além disso, cada categoria é disputada apenas por mulheres e homens, sendo subdivididas em feminino e masculino. O resultado de um campeonato de rafting é a soma dos pontos obtidos pela equipe em cada uma dessas provas.

Sprint

O objetivo principal é fazer o percurso no menor tempo possível. Para tanto, os melhores colocados vão passando para as fases seguintes. A primeira fase, também conhecida como Tiro de Velocidade, serve para montar a primeira bateria. O percurso do Tiro de Velocidade é de 500 metros. A ordem de largada segue o resultado do ano anterior, sendo que as melhores equipes largam por último.


Slalom
O objetivo é cumprir um percurso que pode variar entre 300 e 600 m no menor tempo possível. Esse percurso é delimitado por “portas”, sendo que cada porta consiste em duas balizas redondas de 2 m suspensas no rio e com um espaço entre elas variando de 2,80 a 3,20 m.

Se a equipe tocar nas portas sofre penalização, assim como se não passar por elas. Cada percurso deve ter entre 8 e 12 portas e cada equipe deve passar conforme o sentido indicado (a favor, sinalizadas por balizas verdes, e contra, sinalizadas por balizas vermelhas).


Slalom - penalizações
No slalom, uma passagem é considerada correta se todos os membros da equipe estiverem no bote e suas cabeças passarem entre as balizas. Caso isso não ocorra, estas serão as penalizações:
• Toque na baliza = 5 pontos
• Uma ou mais pessoas não passarem a cabeça por entre a porta = 50 pontos
• Passar pelo porta no sentido errado = 50 pontos
• Passar ou tocar uma porta com a numeração superior = 50 pontos na porta anterior
• Passar com a equipe incompleta pela chegada = 50 pontos
• Passar com bote completamente virado por uma porta = 50 pontos
• Deslocamento intencional de uma baliza = 50 pontos
*Os pontos equivalem a segundos e são adicionados ao tempo da equipe.



Descenso
O objetivo também é percorrer o percurso, que nesse caso pode variar entre 4 e 10 km, no menor tempo possível, sendo que o resultados da descida é determinado pelo tempo e não pela ordem de largada. A largada pode acontecer dentro dá água ou fora dela (largada Le Mans), se houver uma praia no rio com o espaço suficiente para as equipes correrem até o bote. Uma penalidade de 50 segundos é dada à equipe que tentar trapacear na largada. Para impedir falsas largadas (quando essas acontecem dentro da água) cada bote deve estar sendo segurado por uma pessoa

http://esporte.hsw.uol.com.br/rafting3.htm
Mergulho nocturno
Mesmo para os mais experientes em mergulho à luz do dia, o mergulho nocturno pode ser uma redescoberta.
Locais que durante o dia não apresentam grande interesse paisagístico ou biológico, de noite enchem-se de sombras e vida, transformando-se no melhor dos “spots”!
Até mesmo aqueles sítios que durante o dia são mergulhos “medíocres” podem se converter num espectáculo nocturno deslumbrante.
A possibilidade de encontrar vida que está oculta ou ausente durante o dia, de observar as verdadeiras cores dos seres vivos, de descobrir no “foco”, a cada movimento das lanternas, uma paisagem onde os contrastes entre a escuridão e a luz nos fazem imaginar o que poderemos descobrir a seguir, desligar as fontes de luz e observar a luminescência do meio que nos envolve, são motivações mais que suficientes para nos aguçar a vontade de realizar este tipo de mergulhos.

Apesar dos procedimentos para estes mergulhos não serem assim tão diferentes dos aconselhados para os restantes, dado serem realizados de noite existem algumas recomendações específicas.


Não passam de meras recomendações e a situação melhor passa sempre por receber formação adequada à prática deste tipo de mergulhos.

É normal que no início o mergulhador possa sentir algum medo ou desconforto em relação ao mergulho nocturno, mas com calma, escolhendo para os primeiros mergulhos uma zona pouco agitada, sem corrente, com bom tempo, sempre acompanhado por mergulhadores com experiência, limitando a profundidade dos mergulhos, munido de boas fontes de iluminação e com redundância de lanternas, em breve corremos o risco de nos viciar.

Uma grande vantagem de realizar mergulho nocturno a baixas profundidades é o aumento do tempo de fundo disponível. Podemos iniciar o mergulho no crepúsculo e prolongá-lo até ser noite cerrada, desfrutando do despertar da vida para a escuridão e do crescimento da sombra até à completa penumbra.

Dada a escuridão envolvente e sem pontos de referência adequados, devemos consultar os instrumentos com maior regularidade, de forma a verificar a profundidade e orientação do mergulho. Por uma questão de stress, excitação ou maior actividade, o consumo de ar pode também ser algo aumentado.

Os instrumentos, quando fazendo parte de uma consola, devem estar presos ao colete para que estejam rapidamente ao alcance das mãos e visão. Isto permite evitar andar tactear no escuro. O mesmo raciocínio é válido para os Octopus, pois este deve estar visível e rapidamente acessível em caso de necessidade.

É uma boa ideia manter a proximidade do nosso parceiro. Mais que durante o dia, ele poderá ser uma preciosa ajuda no meio da escuridão, quanto mais não seja para nos iluminar enquanto se reajusta o equipamento ou se resolve algum percalço inesperado.
Devemos lembrar-nos que mesmo a curta distância, se o foco das nossas lanternas não estiver na direcção do campo visual do parceiro, este poderá não conseguir localizar-nos e haver a separação entre os dois.
Para o evitar, o uso de um “strobe” num ponto que seja facilmente visível de todos os ângulos, pode contribuir para aumentar a segurança. Não devemos no entanto focar a nossa visão no flash emitido pelo strobe sob pena de diminuirmos temporariamente a nossa capacidade de visão nocturna. Também devemos ter em conta que o strobe, como fonte de “poluição luminosa”, pode contribuir para afastar aquelas espécies mais sensíveis e que tanto desejávamos ver!
É importante ter cuidado com os locais para onde “apontamos” o foco da lanterna. Os nossos olhos ou a face do parceiro serão os piores dos sítios pela “cegueira” temporária que podemos causar.

Conhecer os sinais entre parceiros e saber executá-los na escuridão é fundamental. Sinais com os dedos ou as mãos dificilmente serão vistos ou entendidos num mergulho nocturno, a não ser que haja proximidade entre parceiros e sejam devidamente iluminados com o foco da nossa própria lanterna ou da do parceiro.
Para “distâncias maiores”, recomendam-se sinais simples como um movimento circular do foco para indicar que está tudo bem (Ok), balançar a lanterna lateralmente para chamar a atenção do parceiro (Look) ou balançar na vertical para pedir auxílio (Help), tomando todas as precauções para evitar o encandeamento de alguém.

Se por qualquer motivo existir separação durante o mergulho, devemos olhar ao redor com atenção, mantendo a nossa própria lanterna acesa e procurar a luz do parceiro. Actuar como uma espécie de “Farol” na escuridão. E se não for suficiente, iniciamos a subida de forma controlada e rodando com a lanterna acesa enquanto subimos, tentando sempre vislumbrar a iluminação do parceiro. Uma boa solução pode ser ligar apenas o strobe durante a descida, subida ou quando nos separamos do parceiro, de forma a facilitar a localização de ambos.

Muitas vezes, por inexperiência ou “medo”, evitamos desligar as lanternas ao chegar ao fundo. Mas experimentem fazê-lo uma vez. Claro que antes, à superfície, todas as lanternas, desde a principal às alternativas, devem ser recarregadas e devidamente ensaiadas.
No fundo, se não quisermos desligar a lanterna principal por receio de que o mexer no interruptor possa causar avaria, podemos sempre encostar o foco ao nosso corpo ou colocar uma mão à frente, mantendo a lanterna acesa e desfrutar da luminescência natural no meio da escuridão. Ao fim de alguns segundos (podemos ter de esperar mais de 30 segundos na completa escuridão) e à medida que os nossos olhos se habituam à pouca luz do meio, dilatando as pupilas, o espectáculo inicia-se e podemos observar autênticas “explosões” de cor e vida!

Ao emergir do mergulho, se estivermos longe do barco, podemos sinalizar a nossa presença com a lanterna acesa na direcção do barco, tomando as mesmas precauções que debaixo de água para não encandear ninguém. Manter o strobe ligado pode ser recomendável e muito útil nesta situação.
Ficam apenas estas ideias que não pretendem ser uma “cartilha de mergulho nocturno” mas somente uma reflexão sobre o tema. Espero que experimentem e possam gostar tanto como eu gostei desde o meu primeiro mergulho nocturno.





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Mergulho em altitude


A cada dia, mergulhar longe do mar se torna mais popular. Rios, lagos, represas, cavernas e minas abandonadas atraem todos os tipos de mergulhadores pelo mundo. Alguns buscam a aventura e o desafio na exploração de cavernas submersas, enquanto outros simplesmente moram longe do mar e encontram nestes locais uma alternativa para praticar o mergulho sem ter que enfrentar longas viagens.
No entanto, muitos destes novos locais de mergulho estão acima do nível do mar e além de 300m de altitude o mergulhador precisa estar atento a alguns factores que podem afectar sua imersão e realizar as correcções adequadas.As principais diferenças entre o mergulho ao nível do mar e o mergulho acima dele surjam devido à redução da pressão atmosférica com o aumento da altitude. Embora varie em função das condições meteorológica, a pressão ao nível do mar é, teoricamente, de 760 mmHg (milímetros de mercúrio) ou 1013.2 hPa se você prefere unidades mais técnicas. Esta pressão é também conhecida como "uma atmosfera" (atm). A medida em que aumentamos a altitude, o ar vai se tornando mais rarefeito e a pressão diminui, a grosso modo, 8 mmHg a cada 100 m de altitude, como mostra o gráfico a seguir.







O maior efeito da redução da pressão é na descompressão. Em qualquer mergulho, o corpo é exposto a uma pressão significativamente maior que a atmosférica e os tecidos absorvem parte dos gases inertes respirados pelo mergulhador, como o nitrogênio nos mergulhos com ar ou nitrox. As tabelas de descompressão e computadores de mergulho estabelecem limites na velocidade de subida e eventualmente impõe paradas para que estes gases absorvidos durante o mergulho possam ser eliminados lentamente, evitando a formação de bolhas e a chamada doença descompressiva.
O problema é que as maiorias das tabelas de descompressão foram calculadas pressupondo que o mergulho é feito ao nível do mar, ou seja: que a pressão no início e no final do mergulho é de 760 mmHg. Ao retornar à superfície, a tensão dos gases inertes nos tecidos do mergulhador deve ser suficientemente baixa para não formar bolhas nocivas a uma pressão ambiente de 760 mmHg. Quando o mergulho é realizado acima do nível do mar, a pressão é menor e a tensão dos gases inertes pode ser suficiente para causar a doença descompressora. Para evitar que isto aconteça, são necessários alguns ajustes nos cálculos de descompressão (alguns computadores realizam estes cálculos automaticamente).
Uma forma de corrigir as tabelas é utilizar a chamada profundidade corrigida. Se a tabela "acreditar" que a quantidade de gás inerte nos tecidos do mergulhador é maior que a que existe na realidade, ela indicará limites para não-descompressão menores e paradas de descompressão maiores, compensando o efeito da pressão atmosférica reduzida na superfície. O processo é semelhante ao utilizado para o cálculo de mergulhos repetitivos, onde utilizamos tempos de fundo maiores que os reais para compensar o nitrogénio ainda não eliminado dos mergulhos anteriores.
A profundidade é calculada multiplicando-se a profundidade real por um factor de correcção sempre maior que 1, o que implica em profundidades corrigidas maiores que as reais. Este factor é obtido dividindo-se a pressão atmosférica ao nível do mar pela pressão atmosférica no local de mergulho.

Para evitar que você tenha que levar um computador e uma estação meteorológica em cada mergulho,   incluímos com este artigo uma tabela que fornece a profundidade corrigida para diversas combinações de altitude e profundidade real. Ela fornece também o factor de correcção, que você pode precisar para cálculos adicionais. Como nas tabelas de descompressão, arredonde sempre em favor da segurança. Veja também o exemplo de cálculo apresentado abaixo.
Outro ponto importante é que o corpo do mergulhador não se adapta imediatamente às mudanças de altitude. Ao subir do nível do mar para um lago de montanha por exemplo, o mergulhador pode chegar ao lago antes de ter eliminado o nitrogénio que estava saturado em seus tecidos. Se iniciar um mergulho imediatamente, ele estará efetivamente efetuando um mergulho repetitivo! Por isto recomenda-se uma adaptação de pelo menos 24 horas na nova altitude antes do primeiro mergulho. Caso contrário o mergulhador terá que levar em conta o nitrogénio de seus tecidos nos cálculos de descompressão (algumas tabelas fornecem grupos repetitivos para o primeiro mergulho imediatamente após uma mudança de altitude).
A redução da pressão atmosférica causa também outros efeitos que podem afectar o mergulhador:
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Leitura dos profundímetros: cada tipo de profundímetro se comporta de maneira diferente em altitude, indicando profundidades maiores ou menores que as reais. Alguns profundímetros digitais ajustam-se automaticamente à altitude, enquanto que alguns modelos analógicos podem ser ajustados manualmente.
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Flutuabilidade das roupas: em grandes altitudes as bolhas de gás no neoprene das roupas húmidas podem expandir, aumentando a flutuabilidade da roupa. Em alguns casos, podem ser necessários até 3 kg de lastro adicionais!
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Hipoxia na superfície: em altitudes superiores a 2.000 m, a menor quantidade de oxigénio disponível no ar atmosférico pode causar sintomas como dispneia (falta de ar), aumento da frequência cardíaca e dores de cabeça. A principal consequência é a redução da capacidade de realizar esforços, o que dificulta o transporte de equipamentos, a natação na superfície e até caminhadas para acesso ao local de mergulho. Uma vez submerso, o problema desaparece, já que a pressão parcial do oxigénio aumenta significativamente, retornando assim que o mergulhador atinge a superfície.
Outra peculiaridade do mergulho em altitude que normalmente passa desapercebida pelos iniciantes é que lagos e rios de montanha são de água doce. A água doce possui uma densidade ligeiramente menor que a água salgada do mar (1.000 contra 1.025 kg/l), o que também gera diferenças na leitura de profundímetros e na flutuabilidade. Os profundímetros (em geral calibrados para água salgada) indicarão profundidades 2.5% menores que as reais.
A menor densidade da água faz com que o mergulhador necessite de menos lastro (cerca de 2.5% do peso do mergulhador) do que quando mergulhando no mar. Este efeito, aliado a expansão da roupa faz com que um teste de flutuabilidade para ajuste de lastro antes do primeiro mergulho se transforme em uma excelente ideia…
Se seus planos para o futuro incluem mergulhos acima de 700 m de altitude, não deixe de procurar uma boa escola. Algumas delas oferecem excelentes cursos desta especialidade técnica!

Suponha que você quer realizar um mergulho de 40 minutos a 20 m de profundidade em um lago a 2.400 m de altitude. Para simplificar, adoptaremos as tabelas de descompressão da U.S. Navy como referência.
Se o mergulho fosse no mar, após 40 minutos você poderia retornar à superfície sem paradas de descompressão e ainda teria 10 minutos de tempo de fundo antes de ter que realizar paradas para descompressão. No entanto, o mergulho é em altitude e todos os cálculos têm que ser corrigidos. A 2400 m , a pressão atmosférica é de apenas 563 mmHg. Consultando a tabela de profundidades corrigidas na linha de 2.400 m de altitude, vemos que o factor de correcção neste caso é de 1.350.
O planeamento do mergulho deve ser feito utilizando-se uma profundidade de 28 m (valor encontrado na intersecção da linha de 2.400 m de altitude com 21 m de profundidade), o que implica em uma parada de descompressão de 15 minutos a 3 m. Ou melhor: 15 minutos a 2.2 m, já que a profundidade da parada de descompressão também precisa ser corrigida, assim como a velocidade de subida (13 m/min em nosso exemplo).

Muitos computadores incorporam os ajustes necessários para o mergulho em altitude, dispensando o uso de tabelas e cálculos adicionais. Estes ajustes são particularmente comuns nos computadores que utilizam os modelos do Prof. Bühlmann, desenvolvidos na Suiça, onde a maioria dos mergulhos são realizados em lagos e rios dos Alpes.
O Aladin Air X da Uwatec, por exemplo, mede a pressão atmosférica a cada minuto, mesmo quando desligado e ajusta-se automaticamente a quatro zonas distintas: de 0 a 1.000 m, de 1.000 a 2.000 m, de 2.000 a 3.000 m e de 3.000 a 4.000 m (os cálculos de descompressão são desabilitados em altitudes superiores a 4.000 m). Se o computador detecta uma variação significativa de altitude, ele entra no modo de superfície e indica o tempo necessário para que o mergulhador adapte-se à nova pressão. Caso um mergulho seja iniciado antes do final do tempo de adaptação, o computador ajusta os tempos de descompressão tratando o mergulho como repetitivo.
Se você pretende utilizar um computador para mergulho em altitude, leia atentamente seu manual para saber se ele está preparado esta situação, quais seus limites operacionais e se algum procedimento especial deve ser adoptado.








Mergulho e as correntes:
Em zonas caracterizadas por fortes correntes, geralmente, a ultima coisa que passará pela cabeça da maioria das pessoas é querer fazer ali um mergulho. Com efeito, a força que uma massa de água em movimento pode exercer é objecto de grande respeito e a ideia de ser arrastado mar fora faz com que a vontade inicial de mergulhar na corrente seja quase inexistente. O que muitos não sabem é que este tipo de mergulho pode ser verdadeiramente espectacular. As correntes trazem consigo inúmeros organismos e sedimentos, que constituem a base da cadeia alimentar da fauna e flora marinha. Por essa razão, locais onde existem grandes correntes são, regra geral, sítios preferenciais de ajuntamento de toda a espécie de peixes, grandes e pequenos, que ocupam todos os elos dessa cadeia. Também a maioria das plantas e corais dependem do alimento trazido pelos movimentos da água e por isso é frequente observa-los em abundância nestas zonas. Para além deste atractivo, os mergulhos em corrente, quando bem planeados, constituem uma agradável experiência no sentido em que o mergulhador pode percorrer grandes áreas sem efectuar sequer um movimento de barbatanas. Antes de progredirmos pelo planeamento e execução do mergulho em si, vale a pena distinguir já dois tipos de correntes: uma é causada pelas marés, mais previsível e controlável; a outra pode ter várias causas, como os próprios movimentos oceânicos, ventos, relevos no fundo, etc., por vezes bastante aleatórias e difíceis de entender. Outro ponto importante a ter em mente é o facto de a intenção deste tipo de mergulho é procurar o que geralmente se quer evitar nos restantes, ou seja, a própria corrente, e isto vai obrigar a fortes alterações na maneira de mergulhar. Não se pode entender o mergulho de forma estática mas sim em termos de movimento constante, por outras palavras, mesmo que o mergulhador não faça nada, o mais certo é ele continuar a movimentar-se à deriva da corrente. Toda a filosofia do mergulho em corrente deve centralizar-se nesta noção. Como é óbvio, o mergulho em corrente envolve alguns riscos e a única forma de garantir a segurança dos mergulhadores é fazer com que esses riscos sejam minuciosamente analisados e controlados. O primeiro passo será proceder a um estudo aprofundado do local, averiguar as suas condições específicas (como o tipo de corrente, direcção, força) e fazer um planeamento adequado, que deverá incluir tanto o mergulho em si como as possíveis contingências que poderão surgir. Uma vez no local do mergulho as primeiras precauções a tomar referem-se à entrada na água. Como o mergulho é sempre feito a dois, não é bom principio começa-lo logo com a separação do companheiro e, por essa razão, ou entram ambos em simultâneo ou o que salta primeiro deve ter o cuidado de não se deixar arrastar pela corrente antes que o outro salte. Para este ultimo caso, se fôr utilizado um barco, existe a opção de lançar alguns metros de cabo à água, com uma extremidade presa à popa da embarcação, ao qual o mergulhador se pode agarrar enquanto espera pelo companheiro. Depois de iniciado o mergulho as preocupações de evitar a separação continuam; quanto mais forte fôr a corrente e menor a visibilidade mais difícil se torna manter o contacto. O simples acto de agarrar uma rocha e ficar parado enquanto o companheiro segue à deriva é o equivalente, num mergulho sem corrente, a ambos nadarem fortemente em direcções opostas, pelo que é necessário um bom entendimento entre os dois e o alerta constante à presença do outro. É frequente existirem refúgios, atrás de saliências nas rochas, por exemplo, onde a água se encontra parada e que constituem locais perfeitos para parar um pouco, caso seja necessário. Se a separação ocorrer, será muito difícil o reencontro, devendo-se iniciar os procedimentos normais nestes casos, ou seja, procurar durante alguns segundos (atenção às bolhas) seguindo a corrente e se o contacto não fôr restabelecido, iniciar a subida sozinho e esperar à superfície. Embora possam existir situações em que o mergulhador progrida suficientemente perto da costa para conseguir atingi-la no fim do mergulho, o uso de um barco de apoio é, na maioria das vezes, quase indispensável. Nestes casos, o barqueiro deve ter plena noção do que está planeado e agir de acordo com as necessidades impostas pelos que estão na água. A diferença entre um bom e um mau apoio de superfície pode, por vezes, ser a diferença entre estar horas infindas perdido num mar imenso ou ser resgatado logo após o final do mergulho. O mergulhador é o principal interessado numa rápida visualização por parte do barqueiro, e para isso, deve contribuir com o uso de equipamento adequado de sinalização. Pode optar por uma bóia insuflável que o acompanhará à superfície durante todo o mergulho, devendo para este caso utilizar um carreto e desenrolar o fio até atingir, sensivelmente, o dobro da profundidade atingida; pode, no entanto, preferir usar uma bóia de patamar e apenas lança-la na parte final do mergulho, sendo óbvio que este método acarreta maior dificuldade de localização imediata; outros acessórios como um apito, foguetes sinalizadores, espelhos ou bandeiras com hastes desdobráveis, constituem uma panóplia de pequenas peças que ajudam o mergulhador a fazer-se notar, aumentando as probabilidades de ser rapidamente recolhido pelo barco de apoio. Em situações de tempo atmosférico adverso, em especial neblinas ou nevoeiros, ou mesmo chuva forte, onde a visibilidade à superfície se encontra reduzida, não será prudente a realização deste tipo de mergulho, pois o contacto visual entre o barco e mergulhadores ou entre mergulhadores separados, ficará seriamente afectado, pondo em risco a segurança de todos os que se encontram na água. O mesmo se verifica quando as condições de mar não são as melhores, com vagas altas e cachão provocado pelo vento. O mergulho em corrente possibilita grandes oportunidades de ver locais onde a vida aquática prolifera, especialmente grandes pelágicos e seus predadores (como os tubarões), e o facto de poder estar no meio de toda aquela azáfama natural de presa/predador e seguir ao sabor da força da água faz com que o mergulhador se sinta parte integrante deste mundo submerso. Tomando as devidas precauções, este é, sem dúvida, um tipo de mergulho a experimentar e a deixar-se levar…
                                                                                                 

Autor: açores